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Para lembrar: início da Primavera Árabe na Tunísia

Relembre as agitações que desencadearam o período conhecido como Primavera Árabe

Redação Internacional

09 Outubro 2015 | 13h09

O descontentamento generalizado com relação às dificuldades econômicas da Tunísia, além de décadas de um governo autocrático marcado por corrupção desencadearam protestos em dezembro de 2010, após um jovem desempregado chamado Mohamed Bouazizi atear fogo em si mesmo quando policiais o proibiram de vender vegetais em Sidi Bouzid.

Após 10 dias de protestos, o então presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali fez um discurso televisionado prometendo criar mais empregos e garantindo que a lei seria aplicada com firmeza nos protestos. Manifestantes acabaram entrando em confronto com policiais e atearam fogo em carros. Forças de segurança responderam violentamente.

Mais de 300 pessoas morreram durante as agitações, que forçaram Ben Ali a abdicar do cargo em janeiro de 2011, após 23 anos no poder, e se exilar na Arábia Saudita. Essas tensões marcavam o início da Primavera Árabe.

Em outubro do mesmo ano, a Tunísia realizou suas primeiras eleições democráticas parlamentares. O partido moderado islamista Ennahda conseguiu mais de 41% dos votos na Assembleia Constituinte, encarregada de redigir uma nova Constituição. O dissidente veterano Moncef Marzouki foi então eleito presidente. Com o resultado das eleições, mais atos violentos foram desencadeados.