Perguntas e Respostas: consequências de um assassinato
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Perguntas e Respostas: consequências de um assassinato

Como a morte do meio-irmão do líder norte-coreano pode repercutir no mundo

Redação Internacional

15 Fevereiro 2017 | 05h00

1. A morte de Kim Jong-nam representa um risco à segurança mundial?
Dificilmente. O meio-irmão do atual líder norte-coreano já não mantinha relações com o regime e, ao mesmo tempo, não era visto como alguém capaz de abalar a estabilidade de Pyongyang cooperando com governos estrangeiros.

(FILES) This file photo taken on May 4, 2001 shows an immigration officer (L) escorting Kim Jong-Nam, son of North Korean leader Kim Jong-Il, getting off a bus to board an ANA905 (All Nippon Airways) airplane at Narita airport near Tokyo. Kim Jong-Nam, the half-brother of North Korean leader Kim Jong-Un has been assassinated in Malaysia, South Korea's Yonhap news agency said on February 14, 2017. / AFP PHOTO / TOSHIFUMI KITAMURA

Foto: TOSHIFUMI KITAMURA/AFP

2.Há indícios de que Kim Jong-un tenha mandado matar o meio-irmão?
As autoridades da Malásia investigam o assassinato de Kim Jong-nam, mas, até ontem, ainda não haviam anunciado terem indícios concretos sobre a autoria. O governo dos EUA, no entanto, acredita “firmemente” que a morte tenha sido encomendada por Pyongyang, segundo afirmou uma autoridade de Washington à Reuters.

3.Por que ele não quis ser chefe supremo da Coreia do Norte, mesmo sendo o favorito do pai, Kim Jong-il?
Em 2010, nove anos após ter sido preso com um passaporte falso tentando visitar a filial japonesa da Disneylândia, Kim Jong-nam afirmou em uma entrevista que nunca pretendeu ser o líder da Coreia do Norte e também disse ser contra o sistema de transferência dinástica de poder que o regime adota desde que era comandado pelo avô de Nam e fundador do país, Kim Il-sung.

4.São verdadeiros os relatos de expurgos de opositores ou integrantes do governo feitos por Kim Jong-un?
Os expurgos ocorrem com frequência, embora muitas das versões e detalhes que se espalham sejam exagerados. Houve casos exemplares, como a história falsa da execução de Jang Song-thaek, tio do atual líder norte-coreano. Ele teria sido fuzilado e seu corpo jogado para “120 cães famintos”. Jang – que seria, segundo relatos, próximo de Kim Jong-nam quando ele ainda estava em Pyongyang – foi de fato executado, mas a história dos cães nunca se confirmou.