Perguntas & Respostas: A fúria dos iranianos
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Perguntas & Respostas: A fúria dos iranianos

Entenda o origem dos protestos contra o governo no Irã, o que os manifestantes querem, quem está por trás do movimento e como o governo do presidente Hassan Rohani tem reagido

Redação Internacional

02 Janeiro 2018 | 20h25

1. Como os protestos começaram?
Começaram na quinta-feira, em Meshad, reduto do clérigo Ebrahim Raisi, rival do presidente do Irã, Hassan Rohani. Analistas dizem que as manifestações começaram com os conservadores tentando pressionar Rohani, mas que logo se espalharam e escaparam do controle

Estudantes protestam contra o governo iraniano na Universidade de Teerã; mais de 1.000 pessoas já foram detidas (AP Photo)

Estudantes protestam contra o governo iraniano na Universidade de Teerã; mais de 1.000 pessoas já foram detidas (AP Photo)

2. O que os manifestantes querem?
No inicio, os manifestantes se queixavam da crise econômica – irritados com um aumento de 40% no preço dos ovos e do frango. Agora, muitos criticam abertamente o presidente Rohani, o aiatolá Ali Khamenei e há até os que defendem o xá Reza Pahlevi, deposto em 1979

Iranianos temem repressão e sofrem com a crise econômica


3. Quem lidera os protestos?
Não há liderança centralizada, o que dificulta a repressão. Apesar da falta de um líder, o jornalista Roohallah Zam, que vive no exílio, é considerado um dos maiores incentivadores, por meio do aplicativo Telegram

4. Como o governo respondeu?
O governo derrubou o Telegram e o Instagram – Facebook e Twitter já haviam sido banidos. O policiamento foi reforçado nas ruas. Rohani acenou com tolerância aos protestos, mas outras autoridades ameaçam endurecer a repressão

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