As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Pesquisador afirma que Cristóvão Colombo tinha origem polonesa e se chamava Segismundo

Segundo Manuel Rosa, intenção inicial do navegador era realizar uma complexa conspiração para afastar a Espanha das rentáveis rotas comerciais africanas, e não descobrir a América

Redação Internacional

23 Maio 2016 | 08h13

WASHINGTON – Manuel Rosa passou 25 anos pesquisando sobre a figura de Cristóvão Colombo que, segundo assegura, era um nobre português de ascendência polonesa cuja intenção inicial não era descobrir a América, mas realizar uma complexa conspiração para afastar a Espanha das rentáveis rotas comerciais africanas.

Segundo Rosa, o verdadeiro nome do navegador era Segismundo Henrique, filho de um derrotado rei da região onde atualmente estão localizadas a Polônia e Lituânia que encontrou refúgio e anonimato na Ilha da Madeira, e manteve uma relação próxima com a realeza portuguesa.

A carta escrita por Cristóvão Colombo em 1493 anunciava o descobrimento do

A carta escrita por Cristóvão Colombo em 1493 anunciava o descobrimento do “Novo Mundo” (Foto: EFE)

“Tudo começou com uma dúvida: como Colombo, um mercador italiano sem dinheiro, pôde se casar com uma nobre portuguesa (Filipa Moniz) com a permissão expressa do rei? Isso era praticamente impossível no século XV”, declarou Rosa em entrevista.


Esse raciocínio levou o pesquisador luso-americano a um trabalho de pesquisa que recopila agora no livro Colombo: a história nunca contada, que apresentou na sexta-feira na Xavier University de Cincinnati, em Ohio.

A edição mais extensa do livro, publicado originalmente em 2009, revela pela primeira vez, com base em coincidências históricas, o que o pesquisador considera como a identidade verdadeira de Colombo: filho de Wladyslaw III, rei cristão derrotado em 1444 pelo Exército Otomano na Batalha de Varna.

“O que descobri muda 500 anos de história. Colombo não era genovês, não tinha intenção de descobrir a América e foi um espião na corte com o álibi de sair de Portugal por medo de ser executado por traição ao rei”, explicou o pesquisador.

O príncipe Segismundo morreu, segundo crônicas da época, em um acidente marítimo nas mesmas datas em que a história registra o surgimento em Portugal de um náufrago genovês conhecido pelo nome de Cristóvão Colombo.

Segundo o estudo, essa história serviu para transformar Colombo em um agente secreto a serviço da coroa portuguesa, inimiga dos reis católicos, que conheciam a verdadeira identidade do navegante, mas não suas reais intenções.

Manuel Rosa apresenta como prova que Colombo era um espião português uma carta encontrada nos arquivos de seus descendentes na qual o rei João II lhe trata como “nosso amigo especial em Sevilha”.

A missão do navegador era tentar iludir Isabel com a ideia de abrir uma rota em direção às Índias para manter os espanhóis distantes do litoral de Guiné, onde os portugueses comercializavam o ouro.

Datada de 1493, a carta é considerada um tesouro de excepcional valor histórico

Datada de 1493, a carta é considerada um tesouro de excepcional valor histórico (Foto: EFE)

O plano inicial era que a Espanha se ocupasse de explorar terras remotas e deixasse livres as rotas mais benéficas para os portugueses, e o almirante se transformasse em vice-rei e instigasse uma rebelião de todas as colônias contra a coroa espanhola, deixando fora do jogo a Coroa de Castilla e o Reino de Aragón.

No entanto, o planejamento não funcionou como o previsto. O herdeiro de João de Portugal morreu antes de poder reivindicar por direito matrimonial o trono espanhol, e após a morte do rei, seu primo Manuel ocupou o trono luso, tendo boa relação com a coroa espanhola.

Colombo caiu em desgraça e manteve até a morte sua falsa identidade, já que a verdadeira era conhecida apenas por sua família e alguns cortesões e reis, que mantiveram o segredo que o ligava, não somente aos nobres portugueses, mas com o trono da Polônia.

“Foi um dos segredos mais bem guardados da história. Foram necessários 500 anos para ele ser revelado”, comentou Rosa, único pesquisador que mantém a teoria da linhagem báltica de Colombo, que se baseia, entre outras coisas, na ideia de que o navegador era loiro de olhos azuis.

Na opinião de Rosa, Colombo deixou espalhados em seus documentos e objetos pessoais símbolos de suas verdadeiras origens, como um brasão com valores quase idênticos aos da Dinastia Jaguelônica da Polônia ou o uso de uma águia similar ao da família real polonesa. /EFE