Relembre as últimas divergências nas relações EUA-Rússia
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Relembre as últimas divergências nas relações EUA-Rússia

Este mês, após vários elogios a Putin, Trump criticou a Rússia pela primeira vez publicamente

Redação Internacional

11 Abril 2017 | 05h00

2016
7 de Outubro
A comunidade de Inteligência americana afirma que o governo russo conspirou para interferir nas eleições presidenciais. Pela primeira vez, a administração Obama e a comunidade de Inteligência falam publicamente que acreditam que o governo Putin utilizou hackers para interferir no processo eleitoral americano

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

Ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Foto: AFP PHOTO / Brendan Smialowski)

 

12 de Dezembro
Analistas da CIA dizem acreditar que a Rússia interferiu no processo eleitoral para beneficiar Trump, e não apenas para desacreditar o sistema eleitoral do país, como acreditava-se anteriormente. No mesmo mês, o governo americano declara que Putin estava diretamente envolvido nas ações com interferências de hackers. Segundo fontes do governo americano, Putin coordenou pessoalmente o material a ser acessado pelos hackers no comitê democrata para ser utilizado.


29 de Dezembro
A administração Obama anuncia novas sanções contra a Rússia impostas a membros do aparato de inteligência da Rússia e expulsa 35 diplomas em retaliação ao que alegou ser interferência nas eleições. Michael Flynn, então conselheiro de segurança nacional de Trump, liga para Moscou. No dia seguinte, Putin diz que não vai retaliar a decisão de Obama e ganha elogios de Trump. “Grande decisão”, diz o presidente eleito, acrescentando que sempre soube que ele (Putin) era um “muito esperto”.

2017
6 de Janeiro
Após se reunir com membros da inteligência americana, Trump reconhece que a Rússia conduziu ciberataques nos EUA, mas insiste que eles não tiveram “absolutamente nenhum efeito no resultado” das eleições presidenciais.

10 de Janeiro
O senador Al Franken questiona o escolhido para ser o novo secretário de Justiça, Jeff Sessions, em sua audiência de confirmação, sobre o caso. Ele nega qualquer envolvimento ou contato com os russos.

Attorney General-designate, Sen. Jeff Sessions, R-Ala., takes his seat on Capitol Hill in Washington, Tuesday, Jan. 10, 2017, after a break in his confirmation hearing before the Senate Judiciary Committee.  (AP Photo/Alex Brandon)

O secretário de Justiça Jeff Sessions no Senado.. Foto: Alex Brandon/AP

12 de Janeiro
O jornal Washington Post afirma que Flynn ligou para o embaixador russo em Washington, Kislyak, em dezembro de 2016, levantando dúvidas se as sançõs americanas contra Moscou foram discutidas durante a conversa. O assessor de Trump Sean Spicer afirma que a ligação teve o objetivo de marcar um encontro entre Trump e Putin. Ele nega que tenha havido discussão sobre as sanções.

19 de Janeiro
O jornal New York Times noticia que várias comunicações entre pessoas ligadas a Trump com oficiais russos estavam sob investigações. Entre eles, o seu gerente de campanha Paul Manaforte e seu conselheiro Carter Page e Roger Stone. O FBI afirma ao Times que está conduzindo a investigação em parceira com a AGência de Segurança Nacional, a CIA e o Departamento do Tesouro

10 de Fevereiro
Uma fonte da Inteligência americana afirma a NBC News que Flynn discutiu as sanções com o embaixador russo antes de Trump assumir o cargo, ao contrário das declarações de Spicer. No entanto, a fonte disse que não foi encontrada nenhuma atividade ilegal. Flynn renuncia quatro dias depois após o Departamento de Justiça informar que ele seria passível de chantagem por parte dos russos.

2 de Março
O Washington Post afirma que Sessions se encontrou com o embaixador Kislyak pelo menos duas vezes, o que ele não revelou durante as audiências de sua confirmação no Senado. Democratas pedem sua renúncia.

5 de Março
Trump denuncia o ataque químico na Síria contra civis e critica a Rússia, pela primeira vez, por proteger Assad. Na ONU, a embaixadora dos EUA, Nikky Haley, acusa Rússia impedir a aprovação de uma resolução para condenar o ataque. No dia seguinte, Trump autoriza o ataque a uma base síria em retaliação ao ataque químico contra a Província de Idlib. Na base, estavam soldados russos. Washington reconhece que Moscou foi avisado antes sobre a operação.

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