Restaurante dá desconto de 50% para judeus e árabes que dividem a mesma mesa
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Restaurante dá desconto de 50% para judeus e árabes que dividem a mesma mesa

Para Kobi Tzafrir, dono do Hummus Bar, em Kfar Vitkin - ao norte de Tel-Aviv - , judem e árabes 'têm de viver juntos'

Redação Internacional

22 Outubro 2015 | 16h23

JERUSALÉM – Um dono de restaurante judeu israelense contribui à sua maneira para a convivência pacífica ao oferecer um desconto de 50% para que seus clientes judeus e árabes dividam a mesma mesa e degustem um prato de hommus, purê de grão de bico típico do Oriente Médio.

Kobi Tzafrir, que comanda um pequeno restaurante em Kfar Vitkin, ao norte de Tel-Aviv, especializado no popular prato, busca promover a convivência entre judeus e árabes, apesar da onda de violência vivida na região desde o início de outubro.

Árabes e judeus dividem a mesa no restaurante Hummus Bar, em Kfar Vitkin, para receberem o desconto na refeição

Árabes e judeus dividem a mesa no restaurante Hummus Bar, em Kfar Vitkin, para receberem o desconto na refeição (Foto: JACK GUEZ/AFP)

Apesar da incredulidade de muitos palestinos, árabes e judeus, Tzafir persiste e afirma: “Escutei e vi muitas coisas cruéis, tanto da parte dos árabes quanto dos judeus na complicada situação atual. Percebi muito stress e tensão. Mas acredito que temos que viver juntos”.

Segundo ele, vários clientes aproveitaram a promoção.

Os árabes israelenses também tentaram comemorar sua contribuição.

Na Cidade Antiga de Acre, ao norte de Israel, os donos do restaurante Al-Marsa, Musa Ala e Marwan Sawaed, árabes, convidaram os judeus de um restaurante vizinho para jantar.

“Acre é uma cidade mista e a situação atual no país afeta tanto árabes quanto judeus”, explicou Sawaed à AFP.

Desde que começou a nova onda de violência, houve uma ruptura: “os árabes com os árabes, e os judeus com os judeus, e isso afeta a cidade”, lamentou. “Devemos viver juntos para encontrarmos uma solução. A mesa é o lugar indicado”.

Os árabes-israelenses constituem 17,5% da população de Israel, e descendem em sua maioria dos palestinos que ficaram no território após a criação do Estado de Israel, em 1948. Costumam ser bastante simpáticos à causa palestina. / AFP

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