Retrospectiva: Papa Francisco dedicou ano a defender e visitar refugiados
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Retrospectiva: Papa Francisco dedicou ano a defender e visitar refugiados

Quando foi a Lesbos, o pontífice presidiu celebrações dedicadas aos imigrantes, às famílias, ao próprio clero e à cúria, aos doentes, aos jovens e aos presos

Redação Internacional

14 Dezembro 2016 | 10h48

CIDADE DO VATICANO – A Igreja Católica celebrou em 2016 o quinto Ano Santo extraordinário, o primeiro convocado pelo papa Francisco, que decidiu dedicá-lo a mostrar o valor das obras de caridade, como foi sua visita aos refugiados em Lesbos, na Grécia.

No Vaticano, o pontífice presidiu celebrações dedicadas aos imigrantes, às famílias, ao próprio clero e à cúria, aos doentes, aos jovens e aos presos. Também visitou, uma vez por mês e sem aviso, instalações para idosos, deficientes mentais ou em estado vegetativo, ex-dependente químicos, refugiados, crianças doentes e padres “aposentados”.

Francisco começou o ano com uma viagem ao México, que aconteceu entre os dias 12 e 18 de fevereiro, onde lembrou o drama da crise migratória com uma missa em Ciudad Juárez, na fronteira com os EUA.

Quando voltava da visita, o pontífice fez uma declaração sobre o magnata Donald Trump – quando ainda disputava a Casa Branca – que teve grande repercussão: a de que uma pessoa que “pensa em construir muros não é cristão”. O problema da imigração e o drama dessas pessoas sempre estiveram nos apelos de Francisco, mas também em seus atos.

Em 16 de abril, o papa viajou à Ilha de Lesbos, na Grécia, símbolo do drama da imigração e porta de entrada para a Europa para milhares de refugiados, e não se limitou a visitá-los nos campos da região. Em um gesto inédito, levou 3 famílias sírias, com 12 pessoas ao todo, para o Vaticano. Francisco também se ajoelhou de maneira simbólica diante de 12 imigrantes para lavar seus pés na Quinta-Feira Santa, lembrando Jesus de Nazaré na Última Ceia com os apóstolos.

O ano foi intenso ainda no diálogo ecumênico em razão do histórico encontro em Cuba com o patriarca da Igreja ortodoxa russa, Kirill, e as viagens a Armênia, Geórgia e Azerbaijão. / EFE