Retrospectiva: Relembre os principais acontecimentos de 2017
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Retrospectiva: Relembre os principais acontecimentos de 2017

Da posse de Donald Trump, em janeiro, até a derrota do Estado Islâmico, em dezembro, os fatos no mundo este ano

Redação Internacional

30 Dezembro 2017 | 12h47

A posse de Donald Trump, os desastres naturais, o drama dos rohingyas e os lançamentos de mísseis norte-coreanos figuram entre os principais acontecimentos do ano prestes a terminar.

Confira abaixo a seleção dos principais fatos de 2017:

• Posse de Trump
Em 20 de janeiro, o magnata republicano Donald Trump, de 70 anos, assumiu como presidente dos Estados Unidos depois de vencer as eleições com o slogan “America Primeiro”. As acusações de conluio com a Rússia ofuscaram o início de seu mandato e continuam causando dores de cabeça.


Disparando mensagens pelo Twitter a toda hora, Trump se esforçou na tarefa de desfazer a obra de seu antecessor, Barack Obama, abandonando (ou ameaçando abandonar) vários acordos internacionais (livre-comércio, clima, imigração, saúde, Unesco).

Em 6 de dezembro, voltou a confirmar sua política de ruptura, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A decisão gerou uma onda de críticas e de protestos em todo mundo. Em 20 de dezembro, obteve sua primeira grande vitória política, com a aprovação de uma grande reforma tributária.

• Início do Brexit
Em 29 de março, Londres lançou o processo de saída da União Europeia, nove meses depois do referendo que dividiu o país.

Em 9 de junho, a primeira-ministra conservadora Theresa May, que esperava reforçar sua posição no Parlamento, convocou legislativas antecipadas. Acabou com sua maioria enfraquecida.

Depois de meses de discussões, em 8 de dezembro, Bruxelas e Londres acertaram as modalidades de seu divórcio, abrindo caminho para discussões comerciais.

• Terremoto político na França
Em 7 de maio, o centrista e pró-europeu Emmanuel Macron, de 39 anos, ganhou com ampla margem as eleições presidenciais na França.

À frente de um movimento criado um ano antes, o “Em Movimento!”, Macron deixou pela primeira vez fora do Palácio do Eliseu os dois grandes partidos que dominaram a política francesa por 60 anos: o Partido Socialista e o partido Os Republicanos.

• Tensões no Oriente Médio
Em 5 de junho, Riad e seus aliados romperam relações com o Catar, acusando o país de apoiar grupos islamitas radicais e de estar muito perto de seu inimigo regional, o Irã.

Em novembro, a renúncia do primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, aumentou as tensões entre Arábia Saudita e Irã. Em sua passagem por Riad, Hariri chegou a acusar Teerã de ingerência na política doméstica de seu país. O reino saudita também acusa os iranianos de apoiarem as milícias xiitas no Iêmen, o que a República Islâmica nega.

• Naufrágio da Venezuela
Em 30 de julho, depois de mais de quatro meses de violentas manifestações que deixaram mais de 120 mortos, a Venezuela elegeu uma Assembleia Constituinte dotada de poderes ilimitados, que foi rejeitada pela oposição e por boa parte da comunidade internacional.

O novo órgão afastou a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz do cargo, que deixou clandestinamente do país. A Constituinte assumiu para si os poderes da Assembleia Nacional.

Com a economia em frangalhos pela queda dos preços do petróleo, a Venezuela e sua estatal de petróleo PDVSA foram declarada em default parcial por várias agências de classificação de risco.

• Escalada com Pyongyang
Na esteira de vários testes de mísseis, a Coreia do Norte realizou, em 3 de dezembro, um novo teste nuclear – o mais potente até a presente o momento.

No final de novembro, o presidente Kim Jong-un declarou que seu país alcançou a meta de se converter em uma potência nuclear depois de ter testado com sucesso um novo tipo de míssil capaz de atingir qualquer lugar dos Estados Unidos.

Donald Trump ameaçou destruir totalmente o país, em caso de ataque. Em 22 de dezembro, a ONU endureceu as sanções contra Pyongyang.

• ‘Limpeza étnica’ dos rohingyas
Depois dos ataques do final de agosto contra delegacias de Polícia, o Exército birmanês lançou uma operação de repressão contra aldeias rohingyas.

Isso marcou o início de um imenso êxodo de mais de 640.000 pessoas desta minoria muçulmana para o país vizinho Bangladesh. A ONU denunciou uma limpeza étnica e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos falou de genocídio.

• Catalunha sob tutela
Em 1º de outubro, apesar da proibição da Justiça espanhola, foi realizado na Catalunha um referendo sobre sua independência. A consulta foi ofuscada pela violência policial.

No dia 27, o Parlamento catalão proclamou unilateralmente sua independência. O governo espanhol de Mariano Rajoy destituiu imediatamente o Executivo regional, suspendeu a autonomia catalã e convocou eleições antecipadas na região para 21 de dezembro.

O governador catalão destituído, Carles Puigdemont, refugiou-se em Bruxelas para evitar ser preso. Em 21 de dezembro, os partidos separatistas conseguiram maioria absoluta de cadeiras no Parlamento catalão, apesar da vitória do Ciudadanos, contrário à secessão, em porcentual de votos.

• Mugabe cai
Em 21 de novembro, Robert Mugabe, de 93, renunciou após 37 anos no poder, depois de ser abandonado pelos militares e por seu próprio partido. Foi substituído por seu antigo braço direito e vice-presidente, Emmerson Mnangagwa.

• Derrota sem erradicação do EI
No Iraque, em 9 de dezembro, o governo anunciou a vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI), mas, segundo os militares, a organização continua sendo uma ameaça para o país.

Na Síria, apesar de o grupo também ter perdido a maior parte do território, voltou à província de Idlib (noroeste) no início de dezembro.

Vários países, entre eles Egito e Reino Unido, sofreram este ano atentados reivindicados pelo EI.

• Sinais alarmantes do clima
Dois anos depois da assinatura do Acordo de Paris para lutar contra as mudanças globais, 2017 foi marcado por um anúncio e por vários desastres.

Em 1º de junho, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que se retirava do pacto, em um momento em que o planeta sofreu uma série de catástrofes, entre furacões, incêndios e inundações.

O ano se encaminhou para ser um dos três mais quentes já registrados. / AFP

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