Versão erótica de Chapeuzinho Vermelho é enviada por engano a escolas chilenas
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Versão erótica de Chapeuzinho Vermelho é enviada por engano a escolas chilenas

'Chapeuzinho Come o Lobo', livro escrito pela colombiana Pilar Quintana, contém seis contos eróticos e foi enviado para as bibliotecas de 283 escolas de educação primária do país

Redação Internacional

30 Outubro 2015 | 14h27

O governo do Chile distribuiu por engano o livro erótico “Caperucita se Come al Lobo” (“Chapeuzinho Come o Lobo”, em tradução livre) nas bibliotecas de 283 escolas de educação primária do país, admitiram nesta sexta-feira fontes oficiais.

A denúncia do texto foi realizada por uma escola do município de Río Bueno, no sul do Chile, onde professores perceberam da existência do exemplar depois que um aluno comentou o conteúdo.

Capa do livro de contos eróticos

Capa do livro de contos eróticos “Chapeuzinho Come o Lobo” (Foto:Agencia Uno/Reprodução)

O livro, escrito pela colombiana Pilar Quintana e editado no Chile em 2012, contém seis contos eróticos que, entre outros, relatam encontros sexuais de um professor com uma aluna, usando uma linguagem explícita.

O conto que dá nome ao livro de 65 páginas percorre com muitos detalhes as peripécias que o lobo faz para levar Chapeuzinho para a cama após ter sido rejeitado várias vezes.

O prefeito de Río Bueno, Luis Reyes, criticou a situação e disse que se trata de um tema “perigoso”, especialmente em uma comunidade rural onde existem crianças vulneráveis que não têm maturidade suficiente para absorver o conteúdo do livro.

O Ministério da Educação anunciou que retirará “imediatamente” o livro das escolas.

Através de uma declaração pública, a coordenadora da Unidade de Currículo e Avaliação, Alejandra Arratia, disse a decisão foi tomada porque o livro “não conta com uma avaliação pedagógica adequada como material curricular para os estudantes”.

Alejandra acrescentou que foi aberta uma investigação para analisar o processo de avaliação do texto e a decisão de incluí-lo no catálogo.

Além disso, serão revistos um a um os textos que são parte do catálogo das bibliotecas escolares que, certamente, contam com a versão original de “Chapeuzinho Vermelho”. / EFE

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