Até na Casa Branca se consome cocaína, acusa Chávez

Estudo citado pelo venezuelano mostra que 90% das cédulas em Washington tinham resíduos da droga

Reuters,

04 Novembro 2009 | 10h18

Os EUA permitem o tráfico de drogas para evitar que milhões de consumidores americanos enlouqueçam, já que o nível de viciados é tal que até na Casa Branca se consome cocaína, acusou na terça-feira, 3, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Washington critica a Venezuela por afirmar que o país não faz o bastante para combater o narcotráfico desde que o governo de Caracas suspendeu em 2005 um acordo de cooperação com a DEA (agência antinarcóticos americana), acusando seus agentes de espionagem.

Para Chávez, no entanto, a causa do problema está na alta demanda do Norte e não nos países produtores. Ele garante que em sua gestão aumentaram a apreensão de carregamentos e detenção dos chefes da droga.

"Há pouco tempo saiu um relatório... indicando que mais de 90% das cédulas que circulam nos EUA contêm traços de cocaína e, em Washington, 95%. Até na Casa Branca consomem cocaína!", afirmou em uma reunião ministerial transmitida pela televisão estatal. "Se isso for cortado, (os americanos) ficarão loucos, essa sociedade vai explodir. Eles enxergam a droga como uma necessidade, um consumo necessário para manter as pessoas normais, uma conduta aparentemente normal", acrescentou.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Massachusetts mostrou em agosto que entre 85% e 90% das cédulas nos EUA e no Canadá tinham traços de cocaína, 20% a mais do que um teste similar feito em 2007.

Chávez voltou a criticar o acordo entre Bogotá e Washington para aumentar a cooperação militar no combate ao narcotráfico e às guerrilhas de esquerda, acusando as tropas americanas de favorecer e canalizar o trânsito de entorpecentes. "Está demonstrado que 80% da droga na Colômbia saiu de lá pelo Pacífico e aí estão os porta-aviões ianques... O que os ianques fazem é propiciar o narcotráfico e cuidar dele", disse. "Essa é a verdade verdadeira", concluiu.

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