Conselheiros de Obama defendem mais tropas no Afeganistão

Presidente se reúne com equipe de Segurança Nacional nesta 4ª, quando discutirá 4 opções para o conflito

estadao.com.br,

11 Novembro 2009 | 12h33

Os três principais conselheiro do presidente americano - o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates; o presidente do Estado-Maior Conjunto Mike Mullen; e a secretária de Estado Hillary Clinton - apoiam em conjunto a proposta de enviar um reforço militar de 30 mil ou mais soldados dos EUA ao Afeganistão, segundo afirma o jornal The New York Times. Em encontro com sua equipe de Segurança Nacional nesta quarta-feira, 11, Obama avaliará quatro opções finais, que sugerem diferentes níveis de tropas, cronogramas de implementação e expectativas para o treinamento das forças de segurança afegãs.

 

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Obama continua insatisfeito com as respostas que têm obtido sobre quão vigorosamente os governos do Afeganistão e Paquistão ajudarão a implementar a nova estratégia, disseram funcionários do governo. Este será o oitavo encontro de Obama com a equipe para analisar a estratégia a seguir. O encontro coincide com a comemoração do Dia dos Veteranos, ocasião em que os EUA prestam homenagem a suas Forças Armadas e aos mortos em combate.

 

Por conta da data, um grupo de senadores republicanos aproveitou para enviar uma carta a Obama na qual pedem para que autorize o envio das tropas solicitadas pelo comandante das tropas aliadas no Afeganistão, general Stanley McChrystal. "O quanto antes pudermos fornecer os reforços e os recursos de que necessitam, mais seguras estarão" as tropas americanas no Afeganistão, destacaram os legisladores.

 

As quatro opções que serão discutidas nesta quarta incluem em cada caso um aumento de tropas, mas também preveem diferentes objetivos - incluindo a abrangência das áreas do Afeganistão que as tropas deverão assumir o controle - e diferentes períodos de treinamento e expectativas para as tropas afegãs.

 

Três das opções pedem especificamente pelo aumento no número de soldados. A alternativa menor prevê o envio de entre 20 mil e 25 mil militares; um meio-termo na proposta do comandante dos EUA no Afeganistão (40 mil) sugere o envio de 30 mil soldados; outra pede exatamente o número pedido por McChrystal. Segundo o jornal, oficiais apontaram que a quarta opção foi incluída na pauta há poucos dias, mas não especificaram detalhes da proposta.

 

Segundo o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, ainda faltam "semanas" para que Obama anuncie uma decisão. "Quem disser que o presidente já tomou uma decisão não tem a menor ideia do que está falando", disse Gibbs em declarações à imprensa.

 

Segundo a rede CNN, Obama pretende ainda discutir com a equipe de segurança nacional o tipo de cooperação que os EUA podem esperar do governo do presidente afegão reeleito, Hamid Karzai, o tipo de suporte civil que os EUA esperam oferecer e que tipo de apoio a Casa Branca pode conseguir de outros países. Atualmente, há 68 mil militares americanos e outros 40 mil de países aliados no Afeganistão.

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