Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Internacional

Internacional » EUA cogitam impor sanções mais severas contra setor energético da Rússia

Internacional

Internacional

EUA

EUA cogitam impor sanções mais severas contra setor energético da Rússia

Os Estados Unidos estão cogitando limitar a exportação de itens de alta tecnologia para a indústria de petróleo e gás russa no Ártico, como parte de seus planos para endurecer as sanções contra Moscou em represália à crise na Ucrânia, disse um enviado dos EUA nesta quarta-feira.

0

ROBIN EMMOTT,
REUTERS

03 Setembro 2014 | 12h15

Às vésperas de uma cúpula da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) no País de Gales, os EUA devem se unir à União Europeia na imposição de novas sanções sobre a Rússia depois que líderes da UE concordaram no último final de semana que o envolvimento direto de soldados russos na Ucrânia, em apoio aos rebeldes separatistas, deu ensejo à medida.

“Estamos estudando enrijecer ainda mais as restrições a exportações na área de energia e ao licenciamento de exportações de alta tecnologia, não somente para o setor energético, mas especificamente para o petróleo e o gás no Ártico”, afirmou o embaixador norte-americano na UE, Anthony Gardner, à Reuters em Bruxelas.

A Rússia, principal fornecedora de energia para o bloco europeu, tem algumas das maiores jazidas ainda não exploradas de petróleo e gás do mundo em suas costas, e suas ambições energéticas podem ser ameaçadas pelas sanções.

Gardner disse que os EUA estão cooperando estreitamente com a Comissão Europeia e com embaixadores e líderes da UE na definição dos próximos passos para pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a buscar uma solução política na Ucrânia.

Nos primeiros estágios do conflito ucraniano, os Estados Unidos agiram mais rápido que a Europa, e o presidente Barack Obama impõs sanções a algumas das maiores empresas russas pela primeira vez em julho.

Mas a União Europeia adotou medidas mais severas desde a derrubada de um avião comercial malaio sobre o leste ucraniano, bastião dos rebeldes.

Na esteira do clamor de líderes da UE por sanções mais rígidas, a Comissão Europeia está finalizando um esboço com novas medidas, e os governos do bloco tomarão uma decisão sobre o formato final do pacote na sexta-feira.

Diplomatas declararam à Reuters que a UE está cogitando ampliar uma proibição de empréstimos e obtenção de capital na Europa a todas as empresas estatais da Rússia, além de barrar a entrada do ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, no bloco.

Indagado se seu país também atuará para limitar o acesso das estatais russas a financiamentos estrangeiros, Gardner afirmou: “Todas essas opções estão sobre a mesa. Estamos cogitando um aperto nas restrições financeiras, você mencionou uma delas”.

Ele ainda disse que Washington estuda aumentar as restrições a vendas militares para Moscou, mas não quis dar maiores detalhes.

As medidas discutidas pelos embaixadores da UE na segunda-feira também incluem a proibição de empréstimos de instituições do bloco a bancos estatais russos e à compra de derivativos russos.

Outra possibilidade é a ampliação de um veto às exportações de bens que podem ter uso civil e militar para todos os importadores russos em potencial, e não somente empresas do setor de defesa, como acordado no pacote de sanções da UE em julho.

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.