EUA dizem buscar mais formas de pressionar o Irã

O governo Obama busca mais maneiras de conter o programa nuclear iraniano, e está animado com o apoio recebido dos principais parceiros comerciais de Teerã, disse na terça-feira o secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner.

REUTERS

20 Março 2012 | 20h40

"Vamos continuar buscando maneiras para podermos fazer mais pressão", disse Geithner em uma audiência no Congresso. "Estamos fazendo progressos realmente substanciais, e nossa esperança evidentemente é alterarmos os cálculos do Irã acerca do seu interesse em buscar capacidades nucleares."

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares secretamente, embora Teerã insista no caráter pacífico das suas atividades.

Vários países estão reduzindo suas importações de petróleo do Irã para evitarem sanções norte-americanas que entram em vigor no final de junho. Se os países não conseguirem reduzir significativamente seu consumo de combustível iraniano, suas instituições financeiras podem perder o acesso aos mercados dos EUA.

Sob pressão de Washington, a União Europeia também adotou penalidades semelhantes contra o Banco Central iraniano, e suas agências reguladoras determinaram que o principal sistema mundial de pagamentos eletrônicos, conhecido como Swift, impeça que certos bancos estatais iranianos o usem para a transferência de fundos.

Falando numa audiência da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara a respeito do estado do sistema financeiro global, Geithner declarou que o apoio às ações dos EUA contra o Irã vai bem além da Europa. "A gente está vendo Japão, Coreia do Sul, China e países do mundo todo realmente se mexendo conosco para apertar (as sanções ao Irã)", afirmou.

O Japão disse estar próximo de um acordo com os EUA a respeito de quanto petróleo iraniano o país deixará de importar para conseguir uma isenção na lei norte-americana. E outros países manifestaram a intenção de colaborar com os EUA.

A Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, prometeu suprir a eventual demanda descoberta pela perda do fornecimento iraniano - o que contribuiu para que na terça-feira o preço do petróleo tipo Brent caísse para cerca de 124 dólares por barril. Geithner disse que a declaração da Arábia Saudita foi "um sinal muito construtivo".

(Reportagem de Rachelle Younglai, Lesley Wroughton e Glenn Somerville)

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