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EUA dizem que 75 cientistas do governo podem ter sido expostos a anthrax

REUTERS

19 Junho 2014 | 17h 17

Até 75 cientistas que trabalhavam em laboratórios do governo federal norte-americano em Atlanta podem ter sido expostos a bactérias vivas de anthrax e estão recebendo tratamento para evitar infecções, disse o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

A potencial exposição ocorreu após pesquisadores que trabalhavam em um laboratório de biosegurança de alto nível no câmpus da agência em Atlanta falharem em seguir procedimentos adequados para tornar a bactéria inativa.

Eles transferiram as amostras, que podem ter contido bactérias vivas, para laboratórios com menor nível de segurança e não equipados para lidar com anthrax vivo.

O doutor Paul Meechan, diretor do escritório de saúde ambiental e adequação a normas de segurança do centro, disse que a agência descobriu a potencial exposição na noite de 13 de junho, sexta-feira, e imediatamente começou a contatar indivíduos que trabalharam nos laboratórios e podem ter manipulado batérias de anthrax vivas inadvertidamente.

"Nenhum empregado mostrou sintomas da doença do anthrax", disse Meechan à Reuters.

Meechan disse que o período normal de incubação pode levar de cinco a sete dias, embora haja casos documentados nos quais a doença ocorreu cerca de 60 dias após a exposição.

Ele afirmou que até sete pesquisadores podem ter travado contato direto com o anthrax vivo. Mas a agência está lançando uma rede mais ampla possível para garantir que todos os funcionários que possam ter caminhado em quaisquer dos laboratórios recebam tratamento.

Cerca de 75 indivíduos estão recebendo um tratamento de 60 dias com o antibiótico ciprofloaxacin, assim como uma injeção com uma vacina contra anthrax.

(Por Julie Steenhuysen)