EUA garantem que não ficarão no Afeganistão por mais 8 anos

Anúncio da nova estratégia do país para a Guerra do Afeganistão será feito na noite da terça, 1º de dezembro

estadao.com.br,

25 Novembro 2009 | 13h50

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira, 25, que os EUA "não ficarão mais no Afeganistão por oito ou nove anos". A declaração foi dada pelo porta-voz do governo, Robert Gibbs, no mesmo momento em que confirmou que o anúncio da nova estratégia do país para a guerra do Afeganistão será feito na próxima terça-feira, 1º de dezembro.

 

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Segundo as informações passadas por Gibbs, o presidente Barack Obama anunciará sua nova estratégia. O anúncio será à noite, na prestigiosa academia militar de West Point.

 

Militares acreditam que ele deverá enviar entre 32 mil e 35 mil soldados, dos 40 mil pedidos pelo general Stanley McChrystal, comandante dos EUA no Afeganistão. Os EUA contam atualmente com 68.000 mil soldados no Afeganistão, dos quais 21 mil foram enviados por Obama, após o presidente ter tomado posse em janeiro.

 

Obama havia se reunido com uma comissão militar na segunda-feira para definir a nova estratégia militar do país no Afeganistão. "Depois do fim desta última reunião, o presidente Obama tem toda a informação que quer e precisa para tomar decisões, e estas serão anunciadas nos próximos dias", disse Gibbs. Na próxima segunda-feira, Obama e as autoridades envolvidas nas decisões sobre a guerra no Afeganistão terão um "encontro final" antes do anúncio. "Esta é uma decisão complicada. Acho que o povo dos EUA querem que o presidente tome um tempo para tomar a decisão correta, em vez de tomar uma decisão apressada", acrescentou.

 

Mais cedo, Gibbs havia dito que a decisão sobre as tropas poderia ser anunciada já na semana que vem. Ele acrescentou que o presidente não faria o anúncio durante a semana do feriado de Ação de Graças, celebrado nesta quinta-feira.

 

Segundo a National Public Radio (NPR, rede de emissoras públicas de rádio), o plano é que o secretário de Defesa, Robert Gates, o chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Michael Mullen, e o principal comandante das forças no Afeganistão, general Stanley McChrystal, compareçam a uma audiência no Congresso logo depois que Obama fizer o anúncio.

 

(Com Efe, Dow Jones, Associated Press e Agência Estado)

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