EUA ordenam expansão de atividades militares clandestinas no Oriente Médio

Segundo 'The New York Times', ordem tem como um de objetivos abrir caminho para ataque ao Irã

estadão.com.br,

24 Maio 2010 | 23h11

WASHINGTON- O principal comandante americano no Oriente Médio ordenou uma ampla expansão de atividades militares clandestinas em um esforço para conter grupos militantes ou ameaças no Irã, Arábia Saudita, Somália e outros países da região, de acordo com oficiais de defesa e documentos militares revelados ao jornal The New York Times.

 

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A ordem secreta, assinada em setembro pelo general David H.Petraeus, autoriza o envio de tropas de operações especiais dos Estados Unidos tanto para nações hostis como amigáveis no Oriente Médio, Ásia Central e África para reunir esforços e construir alianças com as forças locais.

 

De acordo com fontes oficiais, a ordem também abre caminho para possíveis ataques militares no Irã se tensões a respeito de seu programa nuclear aumentarem.

 

A medida ordenada por Petraeus estabelece o uso de pequenas equipes de soldados americanos para preencher lacunas de inteligência a respeito de grupos terroristas e outras ameaças no Oriente Médio, especialmente grupos que estejam organizando ataques contra os Estados Unidos.

 

Contudo, alguns oficiais do Pentágono temem que a expansão das atividades militares clandestinas tragam riscos. As atividades poderiam prejudicar as relações com governos aliados, como a Arábia Saudita ou Iêmen, ou incitar a raiva de nações hostis como o Irã e a Síria. Muitos militares também estão preocupados com a possibilidade de que soldados sejam tratados como espiões se capturados, e as convenções de Genebra para prisioneiros de guerra sejam negadas a eles.

 

As operações precisas autorizadas pela ordem não foram esclarecidas, assim como as ações já tomadas pelos militares para segui-la. O documento ao qual o NYT teve acesso dá poucos detalhes sobre missões ou operações de inteligência.

 

O texto de sete páginas aparenta autorizar operações específicas no Irã, em sua maioria para recolher informações de inteligência sobre o programa nuclear do país ou identificar grupos dissidentes que possam ser úteis para uma futura ofensiva militar. A administração Obama insiste em que, no momento, está compromissada em penalizar o Irã apenas com sanções diplomáticas e econômicas. O Pentágono teria que elaborar planos de guerra detalhados para estar preparado no caso de Obama autorizar um ataque.

 

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