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EUA protestam contra interceptação de avião por caça da China

DAVID ALEXANDER - REUTERS

22 Agosto 2014 | 19h 12

Os Estados Unidos denunciaram nesta sexta-feira uma "interceptação perigosa" de um avião de patrulha da Marinha norte-americana feita por um piloto de um caça chinês em espaço aéreo internacional nesta semana. A aeronave da China ficou a poucos metros do avião dos EUA e realizou manobras acrobáticas à sua volta.

O secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, declarou que os EUA apresentaram um protesto diplomático formal a Pequim por conta do incidente, ocorrido 215 quilômetros ao leste da Ilha Hainan, sede de uma base de submarinos chineses.

Kirby disse que o caça chinês passou pelo avião antissubmarino e de reconhecimento P-8 Poseidon várias vezes, cruzando-o por cima e por baixo. Em certo momento, o caça emparelhou as asas dos dois aviões a uma distância de nove metros e depois deu um giro de 360 graus por cima do avião norte-americano.

“O caça chinês ainda passou o nariz do P-8 a um ângulo de 90 graus, com sua barriga virada para o P-8, acreditamos que para mostrar suas armas”, afirmou Kirby.

“Este tipo de comportamento não só não é profissional, é perigoso”, disse. “E certamente não está de acordo com o tipo de relacionamento militar bilateral que gostaríamos de ter com a China."

Em abril de 2001, uma interceptação agressiva semelhante do avião-espião norte-americano EP-3E por parte de um caça chinês F-8 na mesma área resultou em uma colisão que matou o piloto chinês e forçou a aeronave norte-americana a fazer um pouso de emergência na base de Hainan.

Os 24 tripulantes norte-americanos ficaram detidos por 11 dias até Washington se desculpar pelo incidente, que azedou as relações entre os dois países no início do primeiro mandato do presidente George W. Bush.

O governo Obama repudiou o incidente recente, e o vice-assessor de Segurança Nacional, Ben Rhodes, o classificou como "uma provocação profundamente preocupante".

Os militares dos dois lados intensificaram os contatos nos últimos anos, um reconhecimento de que, à medida que os interesses econômicos da China continuam a se expandir, o gigante asiático terá um papel cada vez maior na segurança mundial e maior interação com o Exército dos EUA.

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