Obama chega à China para tratar de assuntos comerciais e Tibete

O presidente dos EUA, Barack Obama, enfrenta tensões com a China sobre o comércio e o Tibete em sua primeira visita à superpotência emergente para um encontro que tentará combater os desequilíbrios econômicos e o futuro do iuan.

CAREN BOHAN, REUTERS

15 Novembro 2009 | 15h15

Obama chegou a Xangai, pólo comercial chinês, no fim deste domingo com um chuva torrencial e deve se encontrar com representantes da cidade e ter uma reunião informal com jovens antes de ir para Pequim na segunda-feira.

Sites controlados pelo governo chinês pediram que o público envie sugestões de perguntas a Obama para o encontro com os jovens, e muitos pediram a ele que explique os planos de se encontrar com Dalai Lama, o exilado líder tibetano que Pequim classifica como "separatista".

Esses eventos servirão como aquecimento para o encontro de Obama com o presidente Hu Jintao na capital do país na terça-feira, que irá tratar de assuntos como a Coreia do Norte e o Irã, além de esforços para forjar um novo pacto climático.

Obama disse ainda que levantará questões delicadas sobre os direitos humanos, e alguns pontos tensos acerca da moeda chinesa, vista pela indústria norte-americana como significativamente subvalorizada e propagadora de desequilíbrios insustentáveis na economia global.

"O presidente irá tratar de crescimento forte e sustentável e de políticas que ajudem isso a acontecer", disse um representante norte-americano à Reuters, que acrescentou não esperar qualquer tensão sobre as recentes discussões comerciais.

O encontro de Obama com os líderes chineses não deve gerar nenhuma grande mudança na política acerca dos problemas econômicos e diplomáticos sobre os dois países, segundo Drew Thompson, especialista em China no Nixon Center em Washington.

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