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Obama conclui visita a China em reunião com premiê

Líder americano parte para a Coreia do Sul, última etapa de seu giro pela Ásia para reforçar apoio na região

estadao.com.br,

18 Novembro 2009 | 07h44

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se nesta quarta-feira, 18, com o primeiro-ministro Wen Jiabao e visitou a Grande Muralha antes de encerrar sua primeira visita oficial à China e partir com destino à Coreia do Sul. A conversa entre Obama e Wen teve como objetivo solidificar as relações entre os EUA e o gigante asiático em expansão.

 

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Obama e Wen celebraram os esforços mútuos com vista a estabelecer uma nova e elaborada parceria bilateral ao iniciarem suas discussões antes de um almoço de trabalho. "O diálogo é melhor do que o confronto e a parceria é melhor do que a disputa", declarou Wen. "Espero sinceramente que com essa visita à China, senhor presidente, nós sejamos capazes de levar a um novo nível o relacionamento amplo e cooperativo entre nossos países", prosseguiu o primeiro-ministro chinês.

 

Obama, por sua vez, qualificou sua visita à China como produtiva. "Uma relação que costumava concentrar-se apenas em questões econômicas e comerciais agora se expande para lidar com uma ampla gama de questões globais para as quais a cooperação entre Estados Unidos e China é fundamental."

 

Em comunicado no final da visita, a Casa Branca afirmou que a viagem "mostrou a profundidade e amplitude dos desafios onde a cooperação entre EUA e China é crítica. Suas conversas com o presidente Hu (Jintao) fortaleceram as possibilidades para uma futura cooperação". O presidente americano, segundo a Casa Branca, convidou o presidente da China para visitar Washington no próximo ano, o que foi aceito pelo líder chinês.

 

Obama já tinha se reunido na terça-feira com Hu, com quem abordou desde a mudança climática até os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, economia e direitos humanos. Os dois elogiaram o bom estado da relação, mas pareceram registrar poucos avanços concretos. Em alguns aspectos, como o comércio - onde Hu advertiu aos EUA contra o "protecionismo em todas suas formas" - e os direitos humanos, onde um comunicado conjunto admitiu "dissensões", as diferenças foram evidentes.

 

No entanto, a Casa Branca considera que se cumpriu o objetivo da viagem, que era começar uma troca de impressões com a potência emergente. "Não esperávamos que abrissem os céus e que tudo fosse mudar durante uma visita de dois dias e meio à China", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. "Entendemos que há muito trabalho a fazer e que continuaremos trabalhando duro para conseguir mais progressos", disse o porta-voz.

 

A Casa Branca pode apontar algumas conquistas, como a confirmação de que a relação bilateral, nas palavras do embaixador americano na China, Jon Huntsman, está "em melhor estado do que nunca". Em declaração conjunta, os dois países se comprometem a aumentar sua colaboração em assuntos como as energias limpas e a mudança climática. Também expressam seu compromisso em colaborar em questões econômicas ou sobre o programa nuclear iraniano.

 

A atitude de Obama em sua visita foi muito diferente da de seu antecessor, George W. Bush, que sempre reivindicou com contundência à China o respeito aos direitos humanos. O atual líder americano optou por uma atitude mais discreta - apesar de ter lembrado a Hu a necessidade de garantir "direitos universais" a todos -, que espera que traga melhores resultados a longo prazo. Em sua visita, Obama adotou uma atitude de deferência em relação às autoridades chinesas e destacou o tempo todo a "magnificência" deste país.

 

Depois do almoço de trabalho com Wen, Obama visitou a Grande Muralha da China. Ele qualificou a fortificação como "espetacular" e disse que a estrutura o ajudou a ter "uma boa perspectiva das coisas cotidianas". Após a visita à Grande Muralha, Obama embarcou com destino à Coreia do Sul, última escala de um giro por quatro países asiáticos. Antes de viajar à China, Obama esteve no Japão e em Cingapura.

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