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Obama diz que EUA serão implacáveis com Estado Islâmico após decapitação de jornalista

REUTERS

20 Agosto 2014 | 15h 49

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira que seu país não deterá os ataques aéreos contra o Estado Islâmico depois que o grupo decapitou um jornalista norte-americano, ato que ele afirmou ser prova de que os militantes não são religiosos.

A reação de Obama à execução de James Foley foi sua condenação mais veemente ao grupo Estado Islâmico. O presidente não sinalizou nenhuma pausa na ofensiva contra posições dos militantes no Iraque.

“Os Estados Unidos continuarão a fazer o que precisamos para proteger nosso povo. Seremos vigilantes e implacáveis. Quando norte-americanos são feridos, em qualquer lugar, fazemos o que é necessário para que a justiça seja feita”, disse.

Os comentários de Obama aos repórteres que cobrem suas férias na ilha de Martha's Vineyard ocorreram pouco depois de a Casa Branca anunciar que o vídeo que mostra a decapitação de Foley foi autenticado pela comunidade de inteligência norte-americana.

A execução parece ser um divisor de águas na atenção crescente dos EUA no Estado Islâmico como ameaça em potencial aos interesses do país, mas não ficou claro se isso levará a uma intensificação na campanha de bombardeios.

Os EUA lançaram dezenas de ataques aéreos contra alvos dos militantes para proteger a minoria religiosa dos yazidis no Iraque e evitar a tomada da represa de Mosul, temerosos de que um dano à estrutura pudesse inundar Bagdá, onde se localiza a embaixada norte-americana.

A fala do presidente transmitiu uma mensagem dura a respeito das penalidades severas do Estado Islâmico contra quem não aceita sua interpretação do islamismo. Ele disse que os militantes devastaram cidades e vilarejos, sequestraram mulheres e crianças e as sujeitaram a tortura e estupros e mataram muçulmanos aos milhares.

“Nenhum Deus apoiaria o que fizeram... Sua ideologia é fracassada. Eles podem dizer que estão em guerra com os Estados Unidos ou o Ocidente, mas o fato é que aterrorizam seus vizinhos e não lhes oferecem nada além de uma escravidão sem fim à sua visão nula e o colapso de qualquer definição de comportamento civilizado", declarou Obama, que ainda disse ter ligado para a família de Foley para oferecer seus pêsames.

(Por Steve Holland e Elizabeth Barber, com reportagem adicional de Bill Trott em Washington)