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Obama pede que mundo seja 'audaz e veloz' em sanções contra Teerã

13 Abril 2010 | 17h 50

Presidente não quer que resolução contra o Irã por seu programa nuclear se arraste 'durante meses'

Reuters, Efe e Associated Press

 

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou nesta terça-feira, 13, os líderes mundiais para que aprovem de maneira 'audaz e veloz' sanções contra o Irã por seu programa nuclear.

 

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 "Meu interesse é não haver um processo que se arraste durante meses", disse Obama, ao pedir que o tema "avance com audácia e rapidez". 

 

O presidente se disse preocupado que o Irã seja o maior exportador de petróleo e tenha relações econômicas com outros países, mas que Teerã ignorou avisos da comunidade internacional sobre seu programa nuclear e por isso, terá consequências.  Segundo Obama, a China já está considerando sinceramente a possibilidade de aplicar novas sanções ao governo iraniano por seu programa atômico.

 

Sobre a China, país com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, o qual os Estados Unidos tem tentado convencer a apoiar uma nova rodada de restrições ao Irã, Obama afirmou que ainda tem discordâncias com Pequim, mas que a relação entre os EUA e a China é muito produtiva.

 

Já a respeito da Coreia do Norte, que assim como o Irã, também não foi convidada para a cúpula, Obama disse acreditar que sanções contra Pyongyang poderiam eventualmente funcionar e que a Coreia pode retornar às conversações sobre seu programa nuclear.

 

"Eu acho que é justo dizer que a Coreia do Norte escolheu um caminho de severa isolação que foi extremamente prejudicial para seu povo", considerou o governante.

 

Obama também declarou que quer ajudar a diminuir as tensões nucleares entre a Índia e o Paquistão, e que tem visto progressos nos últimos anos na segurança nuclear deste último país.

 

Compromisso

 

Os governantes de todo o mundo se comprometeram a entregar material nuclear aos Estados Unidos e a fechar alguns reatores nucleares, e os EUA, de acordo com Obama, fortalecerão a segurança em suas próprias zonas nucleares e permitirão inspeções internacionais.

 

Antes da cerimônia de encerramento, os Estados Unidos declararam que o governo Obama havia apresentado ao Congresso uma proposta de legislação para que as leis de seu país se adaptem às disposições de dois tratados: um para prevenir um possível ataque terrorista com armas nucleares e outro para proteger fisicamente os materiais nucleares.

 

Obama convocou a cúpula de segurança nuclear para focar a atenção mundial na missão de impedir que algum material atômico caia em mãos terroristas, uma possibilidade que, segundo o governantes representa a maior ameaça para todas as nações.

 

Ao falar durante a conferência, Obama considerou uma "ironia cruel da história" que o perigo nuclear esteja crescendo apesar do final da Guerra Fria e de décadas de corrida armamentista entre os Estados Unidos e a Rússia.

 

Os países representados na cúpula disseram que irão cooperar mais estreitamente com a ONU e seu órgão supervisor nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e que também irão compartilhar informações sobre a detenção de elementos nucleares e as formas de prevenir o tráfico destes materiais.

 

O líder reconheceu, no entanto, que a aplicação das medidas de redução de materiais nucleares, assim como manter arsenais atômicos longe das mãos de terroristas, não será tarefa fácil.

 

Segundo Obama, os passos tomados na Cúpula Nuclear de Washington fazem com que os americanos e o resto do mundo fiquem mais seguros. Graças às medidas que tomamos", disse  em coletiva de imprensa, "o povo americano estará mais a salvo e o mundo será mais seguro".

 

O discurso de Obama encerra a conferência de 47 países, a maior assembleia de líderes mundiais sediadas pelos Estados Unidos desde 1945.

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