Yuri Gripas/Reuters
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Obama pede que Senado aprove reforma de sistema de saúde

Câmara aprova projeto do presidente; Democratas precisam do apoio de dois senadores independentes

Efe,

08 Novembro 2009 | 19h14

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste domingo, 8, ao Senado aprove a reforma do sistema de saúde proposta por ele. Na madrugada, o projeto passou com dificuldades na Câmara dos Representantes por 220 votos a 215.

Em declaração na Casa Branca, o presidente pediu ao Senado que ratifique seu projeto e elogiou a Câmara."Durante anos todos falavam que não seria possível fazer. Ontem à Câmara provou o contrário", disse Obama.

A Câmara dos Representantes se transformou no sábado no primeiro corpo legislativo dos Estados Unidos a aprovar a extensão da cobertura de saúde de forma quase universal no país.

Apesar de uma maioria relativamente folgada na Câmara, muitos democratas voltaram contra o projeto, No Senado, onde a maioria é mínima, o projeto deve enfrentar dificuldades bem maiores. Na Câmara, os dois comitês aprovaram versões diferentes do projeto, que terão que ser harmonizadas em um texto único.

"Existe uma clara vontade de reforma e estamos encorajados por estarmos mais perto do que nunca de fazer a reforma do sistema de seguro de saúde que não funciona", disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, em comunicado após a decisão da Câmara Baixa.

Seu desafio será conseguir os 60 votos necessários para impedir que os republicanos bloqueiem a votação no plenário do Senado. Os democratas contam com 58 cadeiras e dois senadores independentes costumam votar com eles, mas neste caso um deles, Joseph Lieberman, impõe condições.

Lieberman disse que não permitirá que ocorra a votação se o projeto criar um novo seguro de saúde público. "A opção pública é desnecessária. Concordam com essa proposta só s que querem que o Governo tome o controle do sistema de saúde", disse Lieberman hoje em entrevista na rede de televisão "Fox News".

Os republicanos rejeitam em bloco esse novo programa público. "Seria um golpe de morte para a opção privada", disse hoje em entrevista a "CBS" o senador Lindsey Graham, que afirmou que não existe nenhuma possibilidade de o Senado aprovar o projeto que saiu no sábado da Câmara.

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