Obama pressiona Senado para aprovar reforma da saúde

Pequena vantagem na Câmara antecipa dificuldade com senadores; projeto incluir 36 mi que não têm plano

estadao.com.br,

09 Novembro 2009 | 09h14

A Casa Branca, diante da crescente preocupação de que o Congresso adie a aprovação da reforça do sistema de saúde para o próximo ano, aumentou a pressão no Senado. O presidente americano, Barack Obama, disse que agora está nas mãos dos senadores a aprovação da proposta que ampliará a cobertura a milhões de americanos.

 

Em uma breve declaração nos jardins da Casa Branca, Obama também disse que a aprovação do projeto pela Câmara de Deputados na noite de sábado (madrugada de domingo em Brasília) foi "um voto corajoso" para muitos legisladores. "Durante anos ouvimos que isso era algo que não poderia ser feito. Mas na noite passada a Câmara provou que isso poderia ser diferente", declarou Obama, que obteve uma importante vitória sobre sua prioridade doméstica.

 

A Câmara, controlada pelos democratas, aprovou a reforma no sistema de saúde por uma estreita margem - 220 votos a 215. Mas a aprovação no Senado pode ser ainda mais difícil por causa das divisões no Partido Democrata sobre como proceder. "Tomem o bastão e levem este esforço até a linha final", pediu Obama aos senadores.

 

A discussão no Senado vem se prolongando há semanas, pois o líder democrata, Harry Reid, tenta obter os 60 votos necessários para a proposta de incluir um novo programa de seguro saúde controlado pelo governo, conhecido como "opção pública", no projeto de reforma. O projeto levaria à maior mudança na política de saúde nos EUA, desde a criação do sistema Medicare para os idosos em 1965. Os democratas controlam 60 das 100 cadeiras do Senado. Mas alguns senadores democratas moderados rebelaram-se contra os planos de Reid.

 

O senador Joe Lieberman, um independente que geralmente vota com os democratas, renovou sua promessa de ajudar os republicanos a bloquear a votação final se o projeto apresentar a "opção pública" respaldada pelos senadores liberais.

 

O projeto aprovado no sábado pela Câmara dos Deputados inclui uma versão diferente da do Senado de opção pública. As diferenças entre os projetos de lei terão de ser eventualmente reconciliadas e o texto final deverá ser aprovado por ambas as Casas antes que seja assinado por Obama e se converta em lei.

 

Com a lei, a maioria dos americanos passa a ser obrigada a ter plano de saúde e os mais pobres recebem subsídios para pagar as mensalidades. Grandes empresas serão obrigadas a cobrir seus funcionários. Quem não cumprir, pagará multa. Ficam banidas práticas das seguradoras como discriminar pacientes por causa de doenças pré-existente e cobrar altas somas além das mensalidades.

 

Conforme aprovada na Câmara, a lei cria um mercado de planos regulado pelo governo e estabelece também uma opção estatal para competir com as empresas privadas e manter as mensalidades baratas.

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