Obama promete 'terminar o trabalho' no Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que irá em breve anunciar o envio de reforços para "terminar o trabalho" na impopular e custosa guerra do Afeganistão, que já dura oito anos.

JEFF MASON E ADAM ENTOUS, REUTERS

24 Novembro 2009 | 19h34

A declaração a jornalistas foi feita um dia depois da sua última reunião com um conselho que o assessora para questões de guerra, inclusive num processo de revisão da estratégia para o Afeganistão, iniciado há três meses.

Fontes oficiais dizem que vozes influentes dentro do governo, como o secretário de Defesa, Robert Gates, e comandantes militares, defendem o envio de 30 mil soldados adicionais. Contando instrutores militares, o número poderia chegar a 35 mil.

Na entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, Obama evitou entrar em detalhes sobre o anúncio, que segundo ele será feito depois do feriado de Ação de Graças, nesta semana. O presidente deve fazer um pronunciamento pela TV na terça-feira da próxima semana.

"Após oito anos, alguns desses anos que não tivemos, acho eu, nem os recursos nem a estratégia para fazer o trabalho, é minha intenção terminar o trabalho", disse Obama. "Farei um anúncio ao povo americano sobre como pretendemos avançar. Farei isso em breve."

Há atualmente 110 mil soldados estrangeiros enfrentando o Taliban no Afeganistão, sendo 68 mil norte-americanos. O gasto dos EUA com essa guerra mais do que dobrou no último ano, chegando a 6,7 bilhões de dólares só em junho.

Obama tem revisado a estratégia desde que o principal comandante dos EUA no Afeganistão, general Stanley McChrystal, disse num relatório que as condições estão se deteriorando e que seriam necessários 40 mil soldados adicionais para esmagar a insurgência.

Mas o presidente salientou que esforços civis e diplomáticos serão essenciais para sua estratégia, e que será necessário discutir também as estratégias de países aliados e do próprio Afeganistão.

"O povo afegão afinal terá de fornecer sua própria segurança e, então, estaremos discutindo o processo pelo qual as forças afegãs de segurança são adequadamente treinadas e equipadas para a tarefa."

(Reportagem adicional de Steve Holland e Ross Colvin)

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