Pais do 'menino do balão' assumem culpa por trote nos EUA

Os pais de um menino do Colorado que teria subido em um balão a gás caseiro declararam-se culpados a acusações criminosas de que teriam forjado o incidente a fim de obter publicidade, disse o advogado deles nesta quinta-feira.

KEITH COFFMAN, REUTERS

12 Novembro 2009 | 18h54

Richard e Mayumi Heene aceitaram o acordo judicial depois que os promotores ameaçaram deportar a mãe do menino, de cidadania japonesa, se ela fosse condenada por acusações mais graves no caso, disse o advogado de defesa David Lane.

Mayumi Heene vai se declarar culpada na sexta-feira do delito de falso testemunho a autoridades, enquanto seu marido vai se declarar culpado da acusação de tentar influenciar um servidor público, disse Lane em um comunicado.

Os Heene atraíram atenção mundial em 15 de outubro, quando disseram que o filho deles de seis anos de idade, Falcon, havia acidentalmente voado em um balão a gás de hélio.

O balão, no formato de disco voador, sobrevoou o Colorado por 80 quilômetros, seguido por helicópteros da Guarda Nacional, enquanto autoridades montavam uma operação de busca que prendeu a atenção da mídia.

O balão depois pousou vazio perto do Aeroporto Internacional de Denver e o garoto foi encontrado são e salvo no sótão da casa da família. A solidariedade do público se transformou em raiva depois que começou a surgir o que realmente aconteceu.

Uma investigação descobriu que os pais forjaram o desaparecimento da criança para obter publicidade para um programa de reality show.

Lane disse que os promotores concordaram em recomendar uma sentença de liberdade vigiada para os pais, com a possibilidade de passar até 60 dias na prisão para a mãe e 90 dias para o pai.

Promotores disseram que a pena por tentar influenciar um servidor público pode incluir de dois a seis anos de prisão e multas de até 500 mil dólares.

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