Reprodução/Orkut
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Suspeito da Times Square confessa ter agido sozinho, diz fonte policial

Paquistanês-americano foi detido pela Polícia de Nova York tentando embarcar para Dubai

REUTERS

04 Maio 2010 | 10h14

NOVA YORK - O paquistanês-americano detido sob suspeita de tentar detonar um carro-bomba na Times Square disse a investigadores que ele agiu sozinho e negou qualquer ligação com grupos radicais no Paquistão, país onde nasceu, disse nesta terça-feira, 4, uma autoridade ligada à investigação.

 

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Faizal Shahzad, de 30 anos, deve ser ouvido na corte ainda nesta terça e enfrentará acusações por ter "levado um carro-bomba até Times Square na noite de 1º de maio", segundo as autoridades. O dispositivo de gás propano e explosivos de origem caseira foi desativado antes de ser detonado.

 

"Ele admitiu ter comprado o carro, montado o explosivo, colocado tudo no veículo, dirigido e deixado o carro no local onde foi encontrado depois", disse uma fonte policial sob condição de anonimato. "Ele disse ter agido sozinho. Ele se dispôs a depor sobre todas as acusações", completou a fonte, acrescentando que as autoridades ainda estão investigando suas atividades em uma recente visita ao Paquistão.

 

Shahzad foi preso por volta da meia-noite local (2 horas no horário de Brasília) quando tentava deixar o país ao embarcar no aeroporto J. F. Kennedy, em Nova York, com destino a Dubai. Segundo a polícia, ele residia em Connecticut e retornou recentemente do Paquistão.

 

A polícia chegou até ele através de pistas deixadas durante a compra do veículo utilizado no atentado. Os investigadores descobriram que o antigo proprietário do veículo, o colocou à venda pela internet através do Craiglist, e que o comprador acertou a compra no valor de US$ 1,8 mil em dinheiro vivo. O antigo proprietário disse aos investigadores que o comprador aparentava ser do Oriente Médio ou ter descendência hispânica, mas que não recordava seu nome.

 

Ainda não está claro como os agentes da Força-Tarefa Conjunta para Terrorismo identificaram Shahzad. Autoridades federais divulgaram poucos detalhes sobre a prisão da noite desta segunda-feira, sobre o suspeito ou sobre qualquer tipo de conspiração por trás do episódio.

 

As autoridades não descartaram que pessoas vinculadas a grupos terroristas estrangeiros estejam ligadas à tentativa de atentado, e pediram paciência aos nova-iorquinos, assim como a máxima colaboração possível dos cidadãos para identificar os responsáveis.

 

O Ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse nesta terça-feira que seu país iria cooperar com as autoridades americanas em suas investigações. Durante a tarde, o governo paquistanês anunciou ter prendido pelo menos quatro suspeitos de envolvimento com o episódio.

 

Em uma nota, o prefeito Michael R. Bloomberg agradeceu às forças de segurança, dizendo que seus "esforços permitiram a prisão depois de 48 horas de investigações sem parar". "Espero que o incrível trabalho sirva de lição para qualquer um que tente nos fazer mal" disse ele.

 

Os investigadores focaram inicialmente em um homem que aparenta ter 40 anos e que foi visto em um vídeo, deixando o local onde o veículo estava estacionado pela Shubert Alley, que fica entre as ruas 44ª e 45ª. Ele olhou sobre o ombro pelo menos duas vezes e tirou sua camisa, revelando um camiseta vermelha por baixo.

 

O comissário da polícia nova-iorquina, Raymond W. Kelly, disse que os investigadores ainda queriam falar com o homem, mas admite que ele possa não estar conectado com o caso. Paul J. Browne, porta-voz do departamento, disse que a polícia parou de procurar por mais vídeos da área em que o homem apareceria. "No final das contas pode ser que ele fosse apenas alguém passando pelo local, sem nenhuma conexão com o carro bomba", disse Browne.

 

Atualizado às 15h45

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