Alejandro Ernesto/EFE
Alejandro Ernesto/EFE

Após 50 anos, primeiros carros com venda liberada em Cuba têm preços muito altos

Preços variavam de 91 mil dólares a 262 mil dólares em uma loja em Havana

Marc Frank, Reuters

03 Janeiro 2014 | 18h34

Pela primeira vez em meio século, os cubanos acordaram nesta sexta-feira com o direito de comprar carros novos e usados do Estado sem precisar de permissão especial, mas aumentos de 400 por cento ou mais rapidamente afastaram as esperanças da maioria das pessoas.

Na loja estatal da Peugeot em Havana, na manhã desta sexta-feira os preços variavam de 91.000 dólares para um modelo 206 de 2013 a 262.000 dólares para um 508, e as pessoas iam embora balançando a cabeça em sinal de desalento.

"Eu ganho 600 pesos cubanos por mês (aproximadamente 30 dólares). Isso significa que em toda a minha vida não poderei comprar um desses. Vou morrer antes de poder comprar um carro novo", disse Roberto Gonzáles, motorista estatal, retornando para seu Plymouth dos anos 1950.

A média salarial é de 20 dólares em Cuba, onde quatro de cada cinco pessoas, de um total de 5 milhões de trabalhadores, trabalham para o Estado.

Depois de uma reforma iniciada dois anos atrás, os cubanos passaram a poder comprar e vender carros usados uns dos outros, mas até esta sexta-feira tinham de pedir autorização do governo para adquirir um veículo novo ou de segunda-mão, em geral de locadoras, das lojas estatais.

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