Cuba faz exercício militar com invasão dos EUA em mente

Manobras também preparam para tensões sociais que americanos possam fomentar por crise econômica na ilha

JEFF FRANKS, REUTERS

27 Novembro 2009 | 07h46

Cuba iniciou suas maiores manobras militares em cinco anos na quinta-feira, 26, afirmando que eles são necessários para preparar o país para uma possível invasão pelos Estados Unidos.

Apesar de um descongelamento nas relações entre Estados Unidos e Cuba e de garantias do presidente norte-americano, Barack Obama, de que os Estados Unidos não têm intenção de invadir a ilha, localizada a 145 quilômetros da Flórida, a imprensa estatal cubana citou líderes militares que afirmaram que existe uma "possibilidade real de uma agressão militar contra Cuba".

O exercício, intitulado "Bastión 2009", também preparará os militares para lidarem com tensões sociais que os Estados Unidos possam tentar fomentar num momento de crise econômica em Cuba, antes da invasão, afirmam.

A televisão cubana mostrou imagens de tanques disparando enquanto andavam pela zona rural do país, baterias de artilharia explodindo, tropas camufladas cavando trincheiras e disparando bazucas, helicópteros e caças voando pelos céus e equipes de resgate simulando o tratamento de combatentes feridos.

Não estava claro se as imagens eram das manobras realizadas na quinta-feira ou se eram imagens de arquivo de manobras anteriores. O local dos exercícios também não foi revelado.

No noticiário noturno, o presidente Raúl Castro pediu aos cubanos que lutem até extinguir o inimigo. "O objetivo é nunca se render, nunca parar de lutar", disse ele em reunião com militares. "Lutar e lutar até exaurirmos o inimigo e derrotá-lo", disse ele, que foi ministro da Defesa antes de substituir o irmão Fidel Castro no poder.

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