Exército da Colômbia/EFE
Exército da Colômbia/EFE

Deslizamento de terra mata 254 pessoas e fere mais de 400 na Colômbia

O acidente aconteceu na cidade de Mocoa, capital de Putamayo, após fortes chuvas na região, que provocaram o transbordamento de três rios

O Estado de S. Paulo

01 Abril 2017 | 14h33
Atualizado 02 Abril 2017 | 13h30

BOGOTÁ -  Tragédia na cidade de Mocoa, no sul da Colômbia, matou pelo menos 254 pessoas e deixou mais de 400 feridas. As informações foram divulgadas na manhã deste domingo, 2, pela Cruz Vermelha Colombiana ao Canal Institucional. Para facilitar as operações de resgate, foi declarado estado de calamidade na cidade colombiana.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, chegou à região na manhã do sábado, 1º, para supervisionar as buscas por vítimas, depois de fortes chuvas provocarem o desastre durante a madrugada. Os rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos transbordaram. 

Ao menos 200 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo autoridades locais. De acordo com testemunhas, a água e os escombros invadiram as ruas da cidade, deixando um rastro de destruição. 

Santos acredita que o número de mortes deve aumentar. "Não sabemos quantas pessoas ainda encontraremos", disse Santos. "Continuaremos procurando. 

A equipe de resgate anunciou que usará máquinas pesadas para ajudar na retirada de dejetos. Fotos publicadas pela força aéra no Twitter mostraram bairros cobertos de lama e casas seriamente danificadas. Vídeos feitos por câmera de telefones celulares e publicados em mídias sociais mostravam residentes à procura de sobreviventes nos destroços.

Durante entrevista a imprensa local, o prefeito de Mocoa, José Antonio Castro disse que não será possível o retorno as casas dos bairros danificados e que duas pontes foram completamente destruídas.

"Uma grande parte das muitas casas foram tomadas pela avalanche, mas acima de tudo as pessoas foram avisadas com tempo suficiente e algumas foram capazes de sair e se salvar", disse.

"Muitas pessoas procuram seus parentes no meio da lama", disse o porta-voz da Cruz Vermelha na Colômbia, Oscar Forero. 

 

Os feridos foram levados para um hospital da cidade, que não tem condições de comportar tanta gente. Falta sangue e autoridades sanitárias pedem doações. "Tenho certeza que muita gente foi soterrada pela lama", disse o anestesista Herman Granados. "Muitos funcionários deixaram o hospital para ajudar nas buscas."

A cidade tem 40 mil habitantes e fica próxima à fronteira com o Equador, no entroncamento entre dois rios.

Apoio. O presidente Michel Temer usou o Twitter na noite deste sábado (01) para expressar solidariedade às vítimas das chuvas na Colômbia. "Nossos pensamentos se voltam especialmente para as famílias dos que perderam a vida. Estamos com nossos irmãos colombianos nesta hora de angústia. O Brasil está pronto a cooperar no que seja possível", escreveu.

Em um comunicado emitido no início da tarde deste domingo, o governo chileno também expressou "sua mais profunda solidariedade ao povo e ao Governo da Colômbia" e enviou condolências e solidariedade às família das vítimas.

 

/ AFP, EFE e AP

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