Dividida, OEA reúne-se para avaliar situação em Honduras

Membros da organização interamericana questionam a legitimidade das eleições do próximo dia 29

Efe,

21 Novembro 2009 | 03h53

A Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá na próxima segunda-feira, 23, a portas fechadas para avaliar a situação em Honduras, onde serão realizadas eleições gerais no dia 29.

 

Um diplomata americano de alta categoria, que preferiu manter o anonimato, afirmou que a reunião será "informal" entre os representantes dos 34 países-membros ativos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

No seio da organização interamericana, os países estão divididos quanto à legitimidade das eleições do próximo dia 29, já que há países que anunciaram abertamente que não reconhecerão o resultado sem a volta prévia de Zelaya ao poder, como Brasil, Nicarágua, Equador, Argentina, Bolívia e Venezuela. Por outro lado, EUA e Panamá declararam que aceitarão a eleição.

 

A postura que for adotada pela organização nos próximos dias deverá ter influência na decisão sobre pôr fim ou não à suspensão imposta pela própria OEA à Honduras em 4 de julho, após a derrubada de Zelaya.

 

Os Estados Unidos, que intermediaram as negociações do Acordo Tegucigalpa-San José, foram muito criticados por anunciarem seu apoio às eleições hondurenhas. Segundo o diplomata americano, o pleito é parte importante de um esforço mais amplo para solucionar a crise em Honduras. "O que outros países pensam é assunto deles", disse.

 

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, afirmou que não enviará uma missão de observação eleitoral a Honduras, mas o diplomata de alta categoria garantiu que no dia da votação haverá "muitos observadores internacionais".

 

"Este é um processo que será desenvolvido passo a passo. Depois das eleições, Honduras será um país diferente", disse.

 

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