AP Photo/Hernan Leonardi
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Duas pessoas morrem pisoteadas após confusão durante show na Argentina

Promotora da cidade de Olavarría afirmou que havia 550 mil pessoas num espaço para 200 mil, e garantiu que não houve limite na venda de ingressos

O Estado de S.Paulo

12 Março 2017 | 14h59

BUENOS AIRES - Pelo menos duas pessoas morreram pisoteadas na madrugada deste domingo, 12, após uma confusão durante um show do cantor Indio Solari na cidade argentina de Olavarría. Segundo os veículos de comunicação locais, número de vítimas ainda pode aumentar.

O subsecretário de Saúde da Província de Buenos Aires, Germán Maroni, confirmou a morte de dois jovens, um por politraumatismos e outro por uma parada cardiorrespiratória. No entanto, fontes hospitalares asseguraram ao jornal La Nación que o número de mortos poderia chegar a dez, sete deles menores de idade.

O incidente aconteceu durante a terceira canção interpretada por Solari, 20 minutos depois do início, quando o cantor interrompeu a apresentação para pedir às pessoas que não pisassem em alguns jovens que haviam caído no chão.

"Devem estar bêbados, não pisem neles", disse o músico, que, depois que as luzes se acenderam e perante a magnitude da tragédia, pediu a presença da Defesa Civil, segundo testemunhas. A partir desse momento, diversas ambulâncias foram deslocadas para a área em direção às tendas de atendimento médico instaladas no local.

A promotora da cidade, Susana Alonso, relatou ao jornal La Nación que havia "cerca de 550 mil pessoas" num espaço preparado para 200 mil. "Os produtores de Solari já foram notificados de que há uma investigação em curso para averiguar a causa da morte de duas pessoas", disse.

Além das duas vítimas fatais, há 20 pessoas internadas num hospital local, três delas em estado grave, de acordo com o jornal Clarín.

Susana garantiu que não houve "limite" na venda de ingressos. "Houve pessoas que saíram depois da primeira canção porque estava impraticável, havia muita gente". "Houve venda de ingressos sem limite, e também há gente que entrou sem os mesmos", afirmou.

A promotora disse que antes do início do concerto já estava "muito preocupada" pela capacidade do lugar onde ele seria realizado. / EFE e REUTERS

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