Eleições não podem ser consideradas legítimas, diz Zelaya

Presidente deposto diz que dois terços dos eleitores não compareceram em colégios eleitorais

Associated Press,

30 Novembro 2009 | 13h14

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que as eleições realizadas no domingo e das quais o conservador Porfírio Lobo foi declarado o vencedor não podem ser consideradas legítimas e que contestará os números oficiais. O pleito foi realizado sob o governo de facto de Roberto Micheletti, que depôs Zelaya em 28 de junho após um golpe de Estado.

 

Veja também:

especialEspecial: Para entender o impasse em Honduras

especialCronologia do golpe de Estado em Honduras

 

Segundo os resultados oficiais, 61,3% dos eleitores hondurenhos compareceram às urnas. Com mais de 60% dos votos apurados, Lobo, do Partido Nacional, liderava com 55,9% dos votos. Pouco após, seu rival Elvin Santos, que tinha 38% dos votos, admitiu a derrota. Santos é do Partido Liberal, o mesmo de Zelaya e do presidente de facto, Roberto Micheletti.

 

Zelaya, entretanto, afirmou que contestará os resultados. Segundo o líder deposto, ele recebeu informações de colégios eleitorais indicando que dois terços dos eleitores não compareceram às urnas, o que não daria legitimidade à eleição. As autoridades, entretanto, não encontraram indícios de fraude durante o processo.

 

Fiscais eleitorais nos bairros mais pobres de Tegucigalpa, onde o apoio a Zelaya é maior, disseram que o comparecimento às urnas foi baixo. As zonas de classe média, entretanto, onde concentram-se os partidários da oposição, registraram um índice ainda maior de ausências.

 

Na quarta-feira, o Congresso decidirá se reempossa Zelaya até 27 de janeiro, quando expira seu mandato.

Mais conteúdo sobre:
Lobo Porfírio Lobo Zelaya Honduras eleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.