Farc anunciarão em breve novas libertações, diz rádio local

Segundo emissora 'W', seriam libertados um americano e quatro reféns em grave estado de saúde

Efe,

17 Janeiro 2008 | 17h59

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciarão nas próximas horas, na Venezuela, a entrega de novos seqüestrados, segundo afirmou nesta quinta-feira, 17, a estação de rádio local W, que disse ter tido acesso à notícia "de maneira exclusiva".   Veja também: Colômbia 'não está comprometida com a paz', diz Venezuela   Segundo a emissora, entre os libertados estariam um dos três americanos seqüestrados em 2003, assim como outros quatro reféns que estão em grave estado de saúde.   A senadora Piedad Córdoba, que foi entrevistada pela W, pediu prudência, e se absteve de confirmar o anúncio. "Levando em consideração tudo o que ocorreu nas libertações anteriores, os parentes têm uma imensa preocupação para que isto chegue a um final feliz. Por isso acho que se deve ter muita discrição", apontou.   A guerrilha libertou em 10 de janeiro a candidata à vice-presidência Clara Rojas e a ex-parlamentar Consuelo González, que ficaram cerca de cinco e seis anos em cativeiro, respectivamente. O grupo pretende trocar 44 reféns por 500 rebeldes presos em cadeias do país e do exterior, através de um acordo humanitário que até agora não pôde ser negociados devido às posições inflexíveis da guerrilha e do Governo.   As recentes provas de vida entregues a parentes de alguns dos seqüestrados por González evidenciaram o mau estado de saúde de muitos dos reféns, assim como os maus-tratos aos quais foram submetidos. Na quarta-feira, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse que está procurando uma comissão humanitária que possa levar atendimento médico aos seqüestrados pelas Farc, após qualificar as evidências de vida de alguns deles como "provas de tortura".   O chefe de Estado colombiano indicou que estuda como viabilizar que a comissão apóie "os seqüestrados, para que não continue a deterioração de sua saúde". Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), as Farc não responderam a várias solicitações feitas nos últimos anos para que permitam que missões médicas examinem os reféns, principalmente os mais doentes.   Se o anúncio das Farc se concretizar e alguns de seus seqüestrados forem soltos, a necessidade de atendimento médico se manteria para os que continuarem em poder do grupo.

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