Farc confirmam libertação de mais quatro ex-parlamentares

Ex-senador Jorge Eduardo Gechem, que foi incluido na lista, é cardíaco e teve várias crises no cativeiro

EFE

23 Fevereiro 2008 | 15h13

Ivan Márquez, um dos comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), confirmou em entrevista divulgada neste sábado, 23, que, em breve, a guerrilha libertará o ex-senador Jorge Eduardo Gechem junto com outros três ex-parlamentares.   "Em breve, entregaremos ao presidente (da Venezuela) Chávez - já o informamos - e a Piedad Córdoba (senadora colombiana da oposição), não três, mas quatro congressistas, porque, além de Gloria Polanco, Orlando Cuéllar e Eladio Pérez, resolvemos libertar o senhor Gechen Turbay", disse Márquez.   O guerrilheiro, cujo nome verdadeiro é Luciano Marín Arango e que integra o chamado "secretariado" das Farc - a cúpula do grupo -, fez a revelação à "Agência Bolivariana de Imprensa" ("ABI"), que divulgou a notícia pela internet.    Na entrevista, Márquez destaca que a nova libertação será efetuada "sem pressa", mas também "sem demora" e "sem pressões", porque, segundo explicou, em "primeiro lugar está a segurança dos libertados e do grupo guerrilheiro que deverá entregá-los".   No último dia 31, as Farc tinham anunciado a libertarão de Gloria Polanco, Orlando Beltrán e Luis Eladio Pérez, que não estariam bem de saúde. Porém, até hoje, a guerrilha não havia se pronunciado sobre a soltura de Gechem, embora o ministro de Assuntos Exteriores da França, Bernard Kouchner, que esteve quarta-feira, 20, na Venezuela e quinta, 21, na Colômbia, tenha dito que um quarto ex-congressista seria libertado.   O ex-senador Gechem, que aparentemente teve várias crises cardíacas em cativeiro e sofre de um problema na coluna, foi seqüestrado em 20 de fevereiro de 2002 por uma facção de elite das Farc.    O jornal colombiano "El Tiempo" noticiou que as Farc pediram remédios e soro a camponeses de uma região isolada do departamento (estado) de Guaviare para tratar de Gechem. "A guerrilha nos parou na quarta-feira e pediu para que conseguíssemos soro, seringas, compressas e um remédio. Ficamos de entregar a eles o material perto cerca de La Paz", contou um habitante do povoado à publicação. Ainda segundo o "El Tiempo", "as autoridades ouviram comunicações das Farc que indicam que o ex-senador já não tem soro e precisa de um remédio para o coração".   Sem operações militares    O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse neste sábado, 23, que não haverá operações militares na região em que, aparentemente, serão libertados quatro ex-parlamentares que são mantidos reféns pelas Farc. Enquanto fazia um discurso em Puerto Carreño, capital do departamento de Vichada, no leste do país, o governante pediu a entrega rápida do grupo, dado o delicado estado de saúde de Gechen Turbay.   "O Governo veio melhorando sua inteligência. Estamos no processo de localizar todos os seqüestrados e esta foi uma localização humanitária, porque o que se busca é que a libertação seja acelerada e que (as Farc) não tenham desculpas. Que não lhes ocorra dizer agora que há operações militares", afirmou o presidente.   O presidente deseja que a guerrilha "liberte rápido" o ex-senador para que este possa receber o atendimento médico necessário.   Atualizado às 21h15 para acréscimo de informação

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