Justiça do Chile reenvia suspeito de tentar explodir embaixada à prisão

Segundo corte, substâncias nos pertences de paquistanês evidenciam contato com explosivos

Associated Press,

22 Maio 2010 | 21h40

SANTIAGO- A Justiça chilena ordenou neste sábado, 22, a volta de um suspeito paquistanês para a prisão, com a justificativa de que as substâncias encontradas em seus pertencer na embaixada chilena dos Estados Unidos e em seu apartamento só poderiam ter sido originadas com contato direto com explosivos.

 

Mohammad Saif Ur Rehman Khan afirmou que tudo deve ser um mal entendido e que ele quer que a América seja um continente seguro.

 

A corte de apelação do país, contudo, contrariou a ordem de um juiz que acreditava não haver provas suficientes para sua prisão preventiva.

 

Lamberto Cisternas, presidente da corte, afirmou que as evidências mostram que ele carregava explosivos poderosos, e que ele representa não somente "um perigo para a segurança da sociedade", mas também, "de alguns modos, para o sucesso da investigação".

 

As provas mostram que os pertences de Mohammad "só poderiam ter sido contaminados com substâncias explosivas, como TNT, por meio de contato direto", acrescentaram os juízes, e que isso "permite presumir que o suspeito esteve associado com pessoas que possuem explosivos ilegalmente".

 

Khan, de 28 anos, deve agora retornar para uma prisão de segurança máxima onde suspeitos investigados sob a lei antiterrorista chilena são mantidos. Se um juiz concordar em enviá-lo a julgamento e ele for condenado, Khan pode pegar até três anos de prisão.

 

O suspeito afirma ser inocente.

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