AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT
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Maduro quer reestruturar a dívida externa da Venezuela

Presidente afirma que queda no preço do petróleo e imposição de sanções norte-americanas agravam o cenário econômico no país

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2017 | 04h39

CARACAS - O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou o início do processo de reestruturação e refinanciamento da dívida externa do país a partir desta sexta, 3. 

Em uma mensagem transmitida por rádio e televisão, Maduro disse que fará a transferência de US$ 1,1 bilhão para pagar parte das dívidas da estatal petrolífera Petríleos de Venezuela S.A (PDVSA), que vencem neste ano. O próximo passo será a reestruturação da dívida a partir de mudanças já planejadas. 

Segundo o presidente, o momento é delicado devido à queda do preço do petróleo e das sanções econômicas impostas pelos EUA. "Estou nomeando uma comissão especial para começar a reestruturação e um plano para evitar a 'perseguição financeira' contra nosso país", disse Maduro em discurso. 

A Venezuela e suas empresas estatais têm uma dívida de US$ 49 bilhões em títulos e notas promissórias, de acordo com a Torino Capital, com sede em Nova York.

O governo pretende efetivar o pagamento de US$ 1,6 bilhões até o fim deste ano, e em 2018 o valor debitado será de US$ 9 bilihões. O pagamento de US$ 81 bilhões venceu em 12 de outubro, mas a Venezuela conseguiu uma carência de 30 dias - prestes a vencer.

"Sem um time e um plano estratégico, vejo a reestruturação como impossível", disse Asdrubal Oliveros, da base de Caracas da consultoria Ecoanalítica. Corre-se o risco de que os países fiquem cada vez menos dispostos a fazer negócios com a Venezuela, o que agrava a situação de falta de comida e medicamentos. "/Reuters

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