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Militares colombianos viajam a Cuba para diálogo de paz com Farc

REUTERS

21 Agosto 2014 | 21h 13

Um grupo de oficiais das Forças Armadas da Colômbia viajou nesta quinta-feira a Cuba para participar das negociações de paz com a guerrilha Farc e começar a discutir um fim definitivo das hostilidades bilaterais, assim como o desarmamento dos rebeldes, afirmou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

É a primeira vez em meio século de conflito que oficiais ativos das Forças Armadas irão se sentar frente a frente com líderes da guerrilha em um processo de negociação.

"Trata-se deste primeiro passo, estudar as alternativas, os mecanismos, as possibilidades, as experiências que tivemos e ver como, num conflito tão complexo como o nosso... podemos ir dando esse passo final e definitivo para alcançar a paz", disse Santos em um evento do governo.

"Pela primeira vez na história, pela primeira vez em 50 anos de guerra, se inicia a discussão sobre o cessar-fogo definitivo, o fim das hostilidades em definitivo, a entrega de armas", acrescentou.

O mandatário revelou que a comissão é liderada pelo chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Militares, general Javier Flórez, e oficiais do Exército, da Força Aérea, da Marinha e da Polícia.

Flórez participou das operações de maior sucesso contra as Farc, que têm cerca de oito mil combatentes.

O senador e ex-presidente Alvaro Uribe, o principal crítico da negociação de paz, questionou a decisão de Santos e disse que é um abuso de poder que afeta a segurança do país.

"O processo de paz não pode ser feito sem orientação, sem o apoio, sem a participação das Forças Armadas e da Polícia", afirmou Santos ao defender a sua decisão.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)