OEA acha difícil retomada do diálogo em Honduras

Secretário da entidade também diz que não enviará missão eleitoral para o país se impasse persistir

Efe,

10 Novembro 2009 | 14h34

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira, 10, que considera difícil que as partes retomem o diálogo em Honduras, e disse que, sob este contexto, não contempla o envio de uma missão eleitoral para as próximas eleições.

 

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Em um pregão extraordinário do Conselho Permanente que avalia a situação após a interrupção do processo de implementação do Acordo de San José, Insulza disse que estuda a possibilidade de pedir à comissão de verificação que emita sua opinião sobre o ocorrido nos últimos dias.

 

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira, 10, que considera difícil que as partes retomem o diálogo em Honduras, e disse que, sob este contexto, não contempla o envio de uma missão eleitoral para as próximas eleições.

 

Em um pregão extraordinário do Conselho Permanente que avalia a situação após a interrupção do processo de implementação do Acordo de San José, Insulza disse que estuda a possibilidade de pedir à comissão de verificação que emita sua opinião sobre o ocorrido nos últimos dias.

 

O Acordo, assinado em 30 de outubro, foi declarado rompido pelo presidente deposto, Manuel Zelaya, na semana passada, após o governo de facto, liderado por Roberto Micheletti, anunciar a criação de um governo de unidade sem representantes da oposição. Micheletti, entretanto, acusa Zelaya de quebrar o acordo por ter negado a entregar uma lista com os nomes das pessoas que integrariam o governo, que deveria ter sido formado no último dia 5.

 

Insulza defendeu Zelaya ao afirmar que o líder deposto não enviou nomes porque na mensagem a ele direcionada, Micheletti havia deixado claro que formaria um governo unilateral e encabeçado por ele mesmo. "A verdade é que quando a Comissão de Verificação se instalou em Tegucigalpa, já havia começado uma ação para constituir um governo de Unidade e Reconciliação formado por Micheletti mediante uma proposta de um conjunto de pessoas, mas sem disposição de fixar uma data para considerar a restituição de Zelaya", disse o secretário-geral da OEA.

 

Segundo Insulza, Zelaya disse que "não estaria disposto a participar do jogo da ditadura de Micheletti, já que sua frustração havia chegado ao limite". "Zelaya pensa que o acordo não se cumpriu porque seria criado um governo de forma unilateral, não ficou claro o tema da restituição e que isso constitui uma tentativa do governo de facto de implantar uma ditadura", explicou Insulza.

 

Diante de tais circunstâncias, o secretário-geral da OEA, disse que não "descarta pedir a opinião dos membros internacionais da comissão sobre o assunto" e que "não vê como muito possível a retomada de um diálogo" com a atual crise política de Honduras.

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