OEA está 'aberta ao diálogo' com novo governo de Honduras

Construir democracia é prioridade da organização, que afirma não poder validar pleito por enquanto

Efe,

30 Novembro 2009 | 14h47

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, assegurou nesta segunda-feira, 30, que está aberto ao diálogo com Porfirio Lobo, virtual vencedor das eleições realizadas domingo em Honduras, "para construir democracia".

 

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Em declarações à rádio Cooperativa, Insulza acha que as ações de Lobo, do conservador Partido Nacional, "serão fundamentais para que a comunidade internacional reconheça o novo governo" de Honduras.

 

José Miguel Insulza disse que não pode desconhecer ou validar as eleições por enquanto, mas reiterou que a OEA está aberta ao diálogo com Lobo. O secretário-geral também lembrou a importância do papel do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, que permanece refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e desconheceu a legitimidade do pleito.

 

"Acho que a posição do presidente Zelaya é muito fundamental, ele é um ator central neste processo. Para mim, o cumprimento do acordo de Tegucigalpa seria a base para este assunto, por certo", enfatizou o secretário-geral da OEA, em referência ao convênio alcançado em outubro pelas partes em conflito.

 

O acordo previa a restituição de Zelaya à Presidência, prévio acordo do Congresso, mas na prática o processo continuou a linha traçada pelo presidente de facto, Roberto Micheletti, que insistia na realização das eleições.

 

Zelaya e seus seguidores pediram a abstenção, mas as autoridades eleitorais hondurenhas disseram que a participação no pleito superou os 60%. Porfirio Lobo lidera a apuração do pleito, seguido de Elvin Santos, do Partido Liberal.

 

Diretamente da cidade portuguesa de Estoril, onde participa da 19ª edição da Cúpula Ibero-Americana, Insulza disse que o Conselho Permanente da OEA se reunirá em 4 de dezembro para analisar os resultados das eleições.

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