Plano do Brasil de vigilância fronteiriça é inviável, diz Chávez

Governo havia proposto que divisa da Venezuela com a Colômbia fosse monitorada por força internacional

Efe,

13 Novembro 2009 | 16h36

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rejeitou nesta sexta-feira, 13, a proposta do Brasil para que tropas internacionais vigiem a fronteira do seu país com a Colômbia e disse que tal medida é "inviável" e que não aceitará "forças internacionais ou sistemas de monitoramento" cuidando da divisa.

 

Chávez lembrou que a proposta, feita pelo assessor do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, diz respeito à soberania do país e que isso "é um assunto que não se discute".

 

"Garcia está propondo algo que é inviável", como seria a ativação de "um sistema de monitoramento entre a Colômbia e a Venezuela", disse Chávez, acrescentando que não aceitará uma força internacional na fronteira com a Colômbia, que tem cerca de 2.220 quilômetros. "A Colômbia que cuide de sua fronteira, e nós cuidaremos da nossa", disse o venezuelano.

 

Na quinta-feira, Garcia havia dito que o governo brasileiro queria propor à Colômbia e à Venezuela a criação de uma comissão de vigilância fronteiriça como primeiro passo para aliviar as tensões entre os países.

 

O brasileiro ofereceu ajuda ao venezuelano para monitorar a fronteira, mas Chávez afirmou que "o problema não é a fronteira", e sim "as bases militares ianques", em alusão ao acordo militar firmado pela Colômbia e pelos EUA.

 

Chávez, que rejeita o acordo e o considera uma "ameaça à revolução bolivariana e à toda a região", disse que é uma suposta "licença para que o império americano possa matar quem quiser, quando quiser". "O império ianque poderá fazer na Colômbia como o agente secreto britânico", o mítico James Bond, o 007, "que matava quem queria, quando queria, onde queria. Teremos o 007 na Colômbia", disse Chávez.

 

A crise entre Colômbia e Venezuela, que ganhou grandes proporções com o acordo de bases com os EUA, se intensificou na última semana após o presidente Chávez alertar as Forças Armadas de seu país para se "preparar para a guerra".

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