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Varela assume Presidência do Panamá e promete austeridade

REUTERS

01 Julho 2014 | 22h 19

O rico empresário Juan Carlos Varela assumiu nesta terça-feira a Presidência do Panamá com a promessa de controlar os preços dos alimentos e reduzir a dívida pública, com uma economia que está crescendo menos do que o esperado.

O presidente, de 50 anos, também se comprometeu a concluir o ambicioso programa de expansão do Canal do Panamá, que gera recursos milionários à pequena nação da América Central e que sofreu atrasos neste ano.

Varela venceu inesperadamente as eleições presidenciais de maio depois de passar vários anos como vice-presidente do mandatário conservador Ricardo Martinelli, apesar de ter rompido com ele e acusá-lo de corrupção.

O novo presidente disse que seu mandato de cinco anos marcará o fim da política como negócio, referindo-se claramente à gestão do último presidente, criticado por supostamente ter lucrado durante um período em que houve um aumento de obras públicas.

"A corrupção não será tolerada em nosso governo. Com base neste compromisso, a partir deste momento, o mais importante será a transformação da política do negócio e o clientelismo à política de serviço e visão de Estado", disse Varela em um discurso após receber a faixa presidencial.

O presidente, do Partido Panamenista, de direita, assume as rédeas de um país que cresceu em média 8,5 por cento por ano durante a última década, a maior taxa da América Latina, mas que tem uma pobreza de 26 por cento, sendo um dos países mais desiguais da região.

Além do mais, nos últimos cinco anos a dívida pública cresceu 70 por cento, para 17 bilhões de dólares.

"Eu aceito a responsabilidade histórica de liderar este país consciente dos grandes desafios que temos pela frente: manter o crescimento sustentado com equidade, lidar com a dívida, aumentar o investimento, lutar pela transparência", acrescentou.

"Não vai ser uma tarefa fácil. Os danos causados ??à nossa democracia e às nossas instituições foi grave", disse Varela, em alusão às críticas de que o governo passado tinha colocado amigos em instituições-chave do Estado.