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Afegãos temem retorno de radicais à luta armada

AP e EFE

02 Junho 2014 | 02h 00

Cinco militantes do Taleban foram soltos no acordo que permitiu libertação de sargento preso pela milícia islâmica

Reprodução/ AP
Sargento Bowe Bergdahl estava em poder do Taleban desde 2009

WASHINGTON - Membros do Partido Republicano acusaram ontem a Casa Branca de violar as leis do país ao trocar, no sábado, o sargento Bowe Bergdahl - mantido em poder do Taleban no Afeganistão desde 2009 - por cinco membros do grupo terrorista presos na base de Guantánamo, em Cuba. Em reposta, o governo americano disse que a circunstância “única e exigente” justificava a decisão.

“A principal fonte de financiamento da Al-Qaeda são as recompensas por sequestro. Ao negociar nesse caso, enviamos uma mensagem de que agora os reféns americanos tem uma valor que não tinham antes”, disse o deputado Mike Rogers, que preside o Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao programa This Week da emissora ABC, Susan Rice, conselheira de segurança do presidente Barack Obama, afirmou que em situações anteriores o Congresso havia sido “extensivamente consultado” e os parlamentares tinham conhecimento de que a possibilidade de trocar Bergdahl por prisioneiros era analisada.

Apesar da explicação, o deputado, Howard “Buck” McKeon, da Califórnia, e o senador James Inhofe, de Oklahoma, defenderam que a medida não poderia ser feita sem que o Congresso fosse notificado com pelo menos 30 dias de antecedência.

“Esse incentivo aumentará os risco aos quais nossos soldados estão expostos”, afirmaram os políticos republicanos, em comunicado.

Também ontem, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel afirmou que o assunto não foi remetido aos parlamentares em razão de sua urgência. “Informações obtidas por equipes de inteligência indicavam que a saúde de Bergdahl estava se deteriorando.”

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