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Afegãos temem retorno de radicais à luta armada

Cinco militantes do Taleban foram soltos no acordo que permitiu libertação de sargento preso pela milícia islâmica

Sargento Bowe Bergdahl estava em poder do Taleban desde 2009
Sargento Bowe Bergdahl estava em poder do Taleban desde 2009

WASHINGTON - Membros do Partido Republicano acusaram ontem a Casa Branca de violar as leis do país ao trocar, no sábado, o sargento Bowe Bergdahl - mantido em poder do Taleban no Afeganistão desde 2009 - por cinco membros do grupo terrorista presos na base de Guantánamo, em Cuba. Em reposta, o governo americano disse que a circunstância “única e exigente” justificava a decisão.

“A principal fonte de financiamento da Al-Qaeda são as recompensas por sequestro. Ao negociar nesse caso, enviamos uma mensagem de que agora os reféns americanos tem uma valor que não tinham antes”, disse o deputado Mike Rogers, que preside o Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao programa This Week da emissora ABC, Susan Rice, conselheira de segurança do presidente Barack Obama, afirmou que em situações anteriores o Congresso havia sido “extensivamente consultado” e os parlamentares tinham conhecimento de que a possibilidade de trocar Bergdahl por prisioneiros era analisada.

Apesar da explicação, o deputado, Howard “Buck” McKeon, da Califórnia, e o senador James Inhofe, de Oklahoma, defenderam que a medida não poderia ser feita sem que o Congresso fosse notificado com pelo menos 30 dias de antecedência.

“Esse incentivo aumentará os risco aos quais nossos soldados estão expostos”, afirmaram os políticos republicanos, em comunicado.

Também ontem, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel afirmou que o assunto não foi remetido aos parlamentares em razão de sua urgência. “Informações obtidas por equipes de inteligência indicavam que a saúde de Bergdahl estava se deteriorando.”

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