Marco Garcia/ AP
Marco Garcia/ AP

Incêndio em prédio de 500 unidades no Havaí mata 3, incluindo mãe e filho

Edifício de 36 andares não tinha sistema de sprinklers, o que contribuiu para o alastramento das chamas

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2017 | 10h09

Chamas rasgaram três andares de um edifício em Honolulu, capital do Havaí, matando três pessoas, incluindo uma mãe e seu filho adulto, nesta sexta-feira, 14, segundo veículos locais e fontes oficiais. 

O fogo no bloco de 36 andares do condomínio Marco Polo mandou grossas fumaças pretas acima da cidade, exatamente um mês depois do incêndio que matou 79 pessoas em Londres, na Inglaterra. 

Bombeiros jogaram água nas chamas a partir de sacadas próximas e as controlaram perto das 6h30 de sexta, no horário local (1h30 de sábado, no horário de Brasília), quatro horas depois que o fogo havia começado, segundo informou Kirk Caldwell, prefeito de Honolulu. 

"Eu olhei para baixo e pude ver a fumaça densa subindo", afirmou o morador Ron Chiarottino. "Eu ouvi a voz de três mulheres gritando, suplicando, chorando, 'ajuda, por favor', de forma contínua por cinco ou dez minutos, e então não ouvi mais."

Karen Hastings, de 71 anos e moradora do 31º andar, contou que "houve uma explosão e o fogo saiu pela janela". "Foi como um filme de terror. Exceto que não era um filme, era vida real", completou. 

Ainda segundo Hastings, o incidente a fez descer junto com um vizinho por 14 andares, até acharem um patamar seguro para recuperarem o fôlego. "Nós vimos uma pessoa encostada em um peitoral e não sei se ela conseguiu sair a tempo." 

O prédio é amplo e em formato ondulado e possui diversas seções. A maioria das chamas ficou confinada em apenas uma seção e somente as unidades imediatamente acima e ao lado foram evacuadas, enquanto muitos outros moradores ficaram do lado de dentro. 

A maior parte das evacuações aconteceu maneira calma e suave, conforme relatou o segurança Leonard Rosa. 

O jornal Honolulu Star-Advertiser publicou que uma mãe e seu filho adulto estavam entre as três pessoas que morreram no 26º andar, onde o fogo começou. Pelo menos outras 12 pessoas ficaram feridas. 

O chefe dos bombeiros Manuel Neves disse a repórteres que o prédio não tinha serviço de sprinklers, sistema jatos d'água instalados no teto para combate a chamas. "Sem dúvidas, se houvesse sprinklers, o incêndio teria sido controlado no primeiro apartamento."

Próximo ao paraíso turístico de Waikiki, o prédio de quase 500 unidades foi construído em 1971, antes de a instalação de sprinklers se tornar obrigatória em arranha-céus. 

Mais de 100 bombeiros lutaram contra o fogo e oficiais conduziram uma busca em todas as unidades por horas. /COM INFORMAÇÕES DAS AGÊNCIAS REUTERS E AP

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