Mangabeira Unger elogia Barack Obama, seu ex-aluno

Ministro diz que vitória democrata pode abrir grandes perspectivas nas relações entre países

Talita Eredia, do estadão.com.br,

04 Novembro 2008 | 06h44

O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, evita falar sobre suas preferências em relação à disputa pela Casa Branca. Mas não esconde a admiração que tem pelo candidato democrata Barack Obama, de quem foi professor na Universidade Harvard, e diz que uma vitória dos democratas pode abrir grandes perspectivas nas relações entre os dois países, em especial no setor de agrocombustíveis.   Veja também: Barack Obama chega como favorito à eleição americana McCain pede que eleitores lutem e não percam esperança Obama lidera em seis de oito Estados-chave nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Confira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Ele demonstrou uma das qualidades mais importantes da vida pública, que é a capacidade de ser despojado", afirmou o ministro. Ele diz ainda que o distanciamento em relação ao eleitorado do qual a imprensa americana acusa o candidato democrata não passa de má impressão. "Obama é uma pessoa de idealismo refinado e contido, não é espalhafatoso. Essas qualidades, que são características da nobreza moral, nunca devem ser interpretadas como frieza."   Momento de Mudança   Independentemente do candidato que vencer nesta terça-feira, 4, Mangabeira ressalta que, por conta da crise, os Estados Unidos estão passando por um momento de mudança e a eleição tende a acelerá-la. "Imagino que poderemos tentar inaugurar uma série de iniciativas que nos uniriam a serviço de um objetivo generoso, que é a ampliação das oportunidades econômicas e educativas em todas essas áreas, até mesmo nos agrocombustíveis", diz Mangabeira Unger.   Se for eleito, Obama poderá ser o interlocutor de uma solução no impasse comercial entre EUA e Brasil a respeito do etanol, afirmou o ministro. Durante a campanha, quando recebeu apoio dos produtores americanos de álcool do milho, o senador democrata defendeu tarifas elevadas para a importação do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.   "No futuro, ele representará os interesses de todo os EUA, que têm interesse, em longo prazo, na organização do mercado mundial de agrocombustíveis e no desenvolvimento das bases científicas dos instrumentos tecnológicos", diz o ministro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.