Rex Curry/Reuters
Rex Curry/Reuters

Universidade do Texas retira estátuas de confederados de campus

Decisão envolve retirada ou mudança de ao menos quatro monumentos nas dependências da instituição

O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2017 | 05h18

A universidade do Texas anunciou neste domingo à noite que irá retirar as estátuas de Robert E. Lee e de outros líderes dos confederados da área principal do campus, que fica na capital do estado, Austin. Segundo o presidente da instituição, Greg Fenves, os monumentos se tornaram “símbolos da moderna supremacia branca e do neo-nazismo”

 

Imediatamente as primeiras equipes começaram a retirar as estátuas das dependências da universidade. Para evitar tumultos ou confrontos como os registrados em outras partes do país, a área das estátuas tiveram seus acessos bloqueados. Segundo um porta-voz da universidade, a última estátua deve ser retirada até o fim da manhã de segunda-feira.

 

A universidade do Texas, no oeste americano, já tinha movido uma estátua do líder confederado Jefferson Davis para um museu em 2015. Agora, além da estátua de Rober E. Lee, outras duas estátuas serão retiradas das dependências da instituição. A estátua do ex-governador do Texas, James Hogg, será realocada para outro local.

 

Durante a retirada das primeiras estátuas, cerca de 30 pessoas, favoráveis e contrárias à retirada dos monumentos, estavam no local – que contou com grande presença de policiais e barricadas. Apesar dos grupos demonstrarem animosidade, não foram registrados casos de violência.

 

O debate sobre as retiradas de estátuas de líderes confederados – líderes pró-escravidão derrotados na guerra civil americana, nos anos 1860 – nos Estados Unidos tem gerado intensos debates e manifestações na última semana. No dia 12 de agosto, uma manifestação contra a retirada de estátua de Robert E. Lee em Charlottesville, no estado americano da Virgínia, acabou com um atentado onde uma pessoa morreu e 19 ficaram feridas, após um supremacista branco atirou um carro contra manifestantes anti-racismo./AP

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