Airbus de empresa alemã com 150 a bordo cai no sul da França

Airbus de empresa alemã com 150 a bordo cai no sul da França

A320 da GermanWings fazia rota de Barcelona para Dusseldorf; presidente Francês diz ser difícil haver sobreviventes do acidente

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 08h48

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(Atualizada às 11h35) PARIS - Uma aeronave Airbus A320 da companhia aérea alemã Germanwings, do grupo Lufthansa, caiu no final da manhã desta terça-feira, 24, na região dos alpes da França. O acidente deixou 150 mortos, sendo 144 passageiros e 6 tripulantes, segundo o presidente francês, François Hollande. As razões do acidente ainda são desconhecidas.

Em sua conta no Twitter, o executivo da Lufthansa Carsten Spohr enviou seus "sentimentos para as famílias dos passageiros e da tripulação do voo 4U9525". "Nós esperamos encontrar sobreviventes", escreveu Spohr. O presidente da Germanwings, Oliver Wagner, disse que a empresa fará tudo que puder para esclarecer o acidente. "Pelas informações que dispomos, ainda não podemo dizer se há ou não sobreviventes", afirmou Wagner em entrevista à emissora alemã NTV.

Um aviso de desastre do Airbus que carregava a matrícula GWI 18G chegou a ser emitido pela aeronave às 10h47 (hora local), segundo a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), que controla o tráfego aéreo francês. O avião chegou a perder altitude durante oito minutos antes do acidente.

O acidente aconteceu no departamento de Alpes-de-Haute-Provence, próximo à cidade de Digne, junto ao massivo de Três Bispos, na região montanhosa do sudeste da França. O voo havia partido do Terminal 2 do Aeroporto de Barcelona às 10h01, e deveria chegar às 11h25 em Dusseldorf.

"Havia 148 pessoas a bordo. As condições do acidente fazem crer que não há sobreviventes. Quero expressar às famílias das vítimas toda a nossa solidariedade. Não conhecemos ainda suas identidades", afirmou Hollande, que anunciou a montagem de uma célula interministerial de crise e a visita do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, à região do acidente, para coordenar os esforços de investigação.

Hollande também conversará por telefone com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e se encontrará com o rei da Espanha, Felipe VI, que estava em visita oficial de Estado à Paris. "É uma nova tragédia, uma tragédia aérea, e queremos conhecer todas as causas do acidente", disse o presidente francês, fazendo alusão aos atentados cometidos na capital em janeiro. "Também queremos saber se não houve consequências no solo, uma região de difícil acesso. Saberemos melhor nas próximas horas."

O secretário de transportes da França, Alain Vidalies, também afirmou que não há sobreviventes do acidente. "O sinal de ajuda emitido pelo avião mostra que ele voava a 5 mil pés, em uma situação anormal", disse Vidalies.

A nacionalidades dos passageiros ainda não foi informada, mas de acordo com um porta-voz do vice-premiê espanhol, haveria pelo menos 45 pessoas com sobrenomes espanhóis no avião. Segundo a Swissport, que prestou apoio ao transporte para a Germanwings, a maior parte dos passageiros seria composta por alemães, que estariam voltando para casa depois de dias trabalho em Barcelona e Palma de Mallorca.

O A320 acidentado estava no grupo Lufthansa havia 24 anos, de acordo com o site airfleets.net, que mantem um banco de dados sobre aeronaves de várias empresas. / COM AP, EFE e AFP

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