Alemanha ignora alusão de Chávez a herança nazista de Merkel

O governo alemão esnobou nesta segunda-feira o ataque verbal lançado no fim de semana pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contra a chanceler Angela Merkel, acusada por ele de ser descendente política de Adolf Hitler e do nazismo. Thomas Steg, porta-voz do governo alemão, disse que Merkel está mais preocupada com as conversas bilaterais que terá na América Latina e com uma cúpula no Peru. Chávez mostrou-se indignado depois que Merkel aconselhou os líderes latino-americanos a se afastarem de Caracas. "Ela é a direita alemã, a mesma que apoiou Hitler, que apoiou o fascismo, essa é a chanceler da Alemanha hoje," disse ele no domingo a militares e funcionários públicos. Steg disse que Merkel havia deixado sua opinião clara em uma entrevista à agência alemã de notícias DPA. "Um país sozinho não pode afetar as relações entre a União Européia e a América Latina em longo prazo", afirmou ela. "O presidente Chávez não fala pela América Latina. Cada país tem sua própria voz, com a qual busca seus próprios interesses," acrescentou ela, lembrando que também os eleitores venezuelanos rejeitaram as ambições de Chávez, derrotando em referendo a proposta que lhe dava mais poderes, em 2007. Além de participar da cúpula no Peru, Merkel também visitará Brasil, México e Colômbia durante a viagem. (Reportagem de Madeline Chambers)

REUTERS

12 Maio 2008 | 09h36

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