Cartunista de Maomé faz desafio depois de ataque em universidade

Artista sueco sofre ameças desde 2007 quando desenhou Maomé com corpo de cachorro

AP

12 Maio 2010 | 12h50

ESTOCOLMO - Um artista sueco cujo desenho do profeta Maomé ofendeu muçulmanos disse nesta quarta-feira, 12, que espera ter outra chance de fazer uma palestra sobre liberdade de expressão que foi interrompida por violentos protestos.

 

Mas autoridades da Universidade de Uppsala disseram que duvidam que concordariam em convidar Lars Vilks novamente depois que a polícia usou gás de pimenta para ajudá-lo a escapar de uma multidão furiosa na terça-feira.

 

"Não é nada que estamos discutindo agora, mas não é muito provável dado ao que aconteceu aqui", disse a porta-voz da universidade Anneli Vaara.

 

Vilks, que escapou do incidente com um óculos quebrado e um certo grau de choque, disse que levantou questões sobre a liberdade de expressão na mais velha e prestigiada instituição de ensino superior da Suécia.

 

"O que você tem é um movimento decidindo o que pode ser discutido na universidade" disse Vilks a Associated Press, acrescentando que ele está pronto para repetir a palestra se convidado novamente.

 

"Estou pronto para falar de novo", disse. "Isso deve ser continuado. Não se pode permitir que seja interrompido".

 

O artista de 53 anos já sofre diversas ameaças pelo desenho que fez em 2007 de Maomé com um corpo de cachorro.

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