"Chame de populista, mas não de demagogo", diz Macron

O candidato à Presidência da França criticou seus concorrentes no trato com o islamismo

O Estado de S. Paulo

19 Março 2017 | 11h34

O candidato independente à presidência da França, Emmanuel Macron, declarou em entrevista ao periódico "Le Journal du Dimanche" que não vê problema em classificá-lo como populista.

"Se ser populista é falar com as pessoas sem passar por um filtro dos partidos, eu assumo ser populista. Mas não podemos confundir com ser demagogo, que é dizer às pessoas o que eles querem ouvir, no sentido mais baixo", declarou o candidato, que se diz "nem de direita, nem de esquerda", e assegurou que sua campanha não é feita para adular o povo. 

Macron, que foi ministro da Economia do governo socialista de François Hollande, acusou seus principais rivais, Marine Le Pen e François Fillon, de confundir nacionalismo com patriotismo. "Le pen e Fillon reduzem a França a uma identidade murcha. Minha relação com a pátria e a cultura é aberta, não se situa na rejeição do outro", declarou Macron. 

O candidato também alegou que seus concorrentes confundem os conceitos de jihadismo, comunitarismo islâmico e o Islã na França. "Os terroristas querem a guerra civil. Ao dizer que todos os muçulmanos são terroristas em potencial é como dar-lhes razão", afirmou Macron, que ainda prometeu criar uma força de intervenção específica para combater o Estado Islâmico e contratar mais 10 mil agentes de segurança.

As eleições na França acontecem no dia 23 de abril e caso haja necessidade de segundo turno, o pleito será realizado em 7 de maio. Com informações da EFE.




  

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