Conservadores têm maioria simples com metade dos votos apurados no Reino Unido

Após 13 anos, partido pode ser a força mais presente no parlamento, mas sem representação absoluta

Efe,

07 Maio 2010 | 02h24

LONDRES - Com pouco mais dos 50% dos votos apurados nas eleições realizadas na quinta-feira, 6, no Reino Unido, o Partido Conservador, de David Cameron, se consolida como a força que terá mais representação no Parlamento britânico, provavelmente sem maioria absoluta.

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Por volta das 0h40 de sexta-feira (horário de Brasília), 7, com 400 das 650 circunscrições confirmadas, os "tories" tinham clara vantagem, com 196 deputados e 36,3% dos votos, seguidos dos trabalhistas (149 deputados e 27,4% dos votos), e dos liberal-democratas, (29 deputados e 22,3%).

Os conservadores ganharam em 50 circunscrições nas quais foram derrotados em 2005, enquanto os trabalhistas perderam 44 em relação das eleições de cinco anos atrás, o que dá uma ideia da reviravolta eleitoral britânica.

Se a tendência continuar até o final das apurações nos outros 265 distritos eleitorais (em uma das circunscrições a eleição foi adiada para o dia 27 de maio pela morte de um candidato), os conservadores seriam a força majoritária, mas não teriam maioria absoluta, algo que não acontece desde 1974.

A disputada eleição fez também com que houvesse um alto índice de participação, por volta de 64% do eleitorado (de 45 milhões), nove pontos acima das previsões dos especialistas.

Para obter a maioria absoluta no Parlamento britânico, uma formação precisa de 326 das 650 cadeiras. Um número próximo também permitiria a formação de uma base de apoio sólida, provavelmente com o apoio de forças políticas menores, como os unionistas da Irlanda do Norte, que podem contribuir com o voto de oito ou novo parlamentares.

Caso o número fique mais perto das 300 cadeiras na apuração definitiva, a situação pode se complicar, sobretudo se a soma das cadeiras dos partidos Trabalhista e Liberal-Democratas abrir a opção de um Executivo de coalizão.

Nesse caso, o atual primeiro-ministro, Gordon Brown, se manteria no cargo à espera do desenvolvimento dessas conversas, embora o líder dos liberal-democratas, Nick Clegg, tenha argumentado durante a campanha que o candidato do partido mais votado deveria ser a primeira opção.

Tanto Brown como Cameron retornaram a Londres após participarem da apuração em seus respectivos domicílios eleitorais e da proclamação de suas cadeiras, e se reuniram com militantes de seus partidos à espera da conclusão da apuração.

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